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"Toda a Verdade passa por três fases.
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A diplomacia do Elefante
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ImageO símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos é um elefante. Talvez por isso as “gaffes” cometidas pela responsável da sua diplomacia, Condoleeza Rice, na recente visita do Presidente da República Popular da China àquele país tenham sido comparáveis a “um elefante numa loja de porcelanas”. 
No dia 21 de Julho, na conferência de imprensa no Departamento de Estado, Condoleeza Rice afirmou: "o que estamos a assistir (no Líbano) são, de certo modo, as dores de parto de um NOVO MÉDIO ORIENTE, e aconteça o que acontecer, temos de ter sempre em mente que devemos avançar para essa direcção, para um novo Médio Oriente e não voltar ao antigo".
A diplomacia (à) republicana também marcou presença na reunião do G-8, em São Petersburgo, com George W. Bush a fechar as portas da OMC aos russos, perante a perplexidade dos restantes presentes, nomeadamente do Presidente Putin que tinha deixado as suas intenções bem claras no seu discurso: "Acredito que o futuro do nosso país só pode ser assegurado se nos virmos completamente como membros de pleno direito da comunidade internacional e da família europeia".
Mas a agenda do encontro do G-8 acabou por ser dominada pelo conflito no Médio Oriente, onde a diplomacia continua sem encontrar uma solução para uma guerra que, segundo as próprias palavras de Condoleeza Rice, tudo leva a crer que já estava planeada para atingir um objectivo muito claro.

O plano de criação de um Novo Médio Oriente, conforme chama a chefe da diplomacia norte-americana, já vem de alguns anos atrás. Segundo o antigo Comandante Supremo das Forças norte-americanas, General Wesley Clark,  já em 2001 o Pentágono tinha um plano de guerra no qual os alvos seriam primeiro o Iraque, depois o Líbano, a Síria, o Irão, a Líbia, a Somália e o Sudão. Na sua obra “Winning Modern Wars" (página 130), Wesley Clark revela: Quando percorri em Novembro de 2001 o Pentágono, tive uma conversa com um dos mais antigos oficiais de serviço. «Sim, continuamos avançar contra o Iraque. Porém há mais. Isto é apenas uma parte de um plano de campanha de cinco anos que está a ser discutido e que envolve sete países: o Iraque, o Líbano, a Síria, o Irão, a Líbia a Somália e o Sudão».
Perante estas revelações, não é de admirar que neste momento estejam a ser chamados milhares de reservistas israelitas e as tropas norte-americanas estejam a ser substituídas no Afeganistão e no Iraque. Serão precisas no Líbano, na Síria e no Sudão?

Fontes: The Privateer Nr. 557 e Zeit-Fragen 31.07.06


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