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SCO: Ocidente "baralhado" com Shanghai Spirit
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Por Rainer Daehnhardt

ImageA recente conferência da SCO (Shanghai Coorperation Organization), que decorreu entre  15 e 16 de Junho em Shanghai, atrapalhou os media do mundo ocidental de forma inédita. Diversos meios de comunicação fizeram deslocar os seus enviados especiais a Pequim, pensando que seria ali que se realizaria a reunião desta organização que nunca fez auto-propaganda e, de cuja existência a maioria ignorava. Habituados a gabinetes de apoio à imprensa e a grandes declarações mediáticas frente às câmaras de televisão, os profissionais da comunicação sentiram-se totalmente deslocados neste cenário pouco usual, se quisermos comparar com o que se passa com a maioria das reuniões das organizações internacionais, sejam elas económicas, políticas ou desportivas.

Quando solicitaram o habitual “press release”, viram-se confrontados com uma realidade da qual nem conhecimento tinham. É que ao contrário do que uma grande maioria tem como certo, o inglês não é a única língua à superfície deste planeta. As informações à imprensa foram distribuídas em russo e em chinês. A quem tentou ultrapassar estas barreiras linguísticas com um pouco francês ou espanhol, rapidamente se apercebeu de que não adiantava. Curiosamente, apenas quem sabia alemão ou português encontrou parceiros com alguns conhecimentos dos dois idiomas oficiais da SCO.
Recorde-se que recentemente no meio diplomático internacional foi muito referenciada uma reunião entre Putin e o Presidente da República Popular da China, onde os dois chefes de Estado depois de se fazerem acompanhar por intérpretes russos e chineses, resolveram falar em alemão, idioma que ambos dominam, calando literalmente o resto da sala.

Quando os repórteres souberam que Mahmud Ahmadinedschad , o Presidente do Irão, presente no encontro, iria prestar declarações públicas, prepararam listas de perguntas mas, mais uma vez contrariando o habitual,  nenhuma questão foi admitida. Mas na sua intervenção, o líder persa revelou que esta organização de cooperação asiática vai-se desenvolver no domínio político e comercial. “Assim podemos pôr termo às ameaças,  anulando também a dependência de outros países”.
Visto que a presença dos Estados Unidos com o estatuto de observador foi negada, serviu o Presidente do Afeganistão Hamid Karsai (aliado americano e antigo funcionário de companhias de petróleo americanas) de observador. Porém a sua posição foi no mínimo desconfortável frente aos seus colegas asiáticos, que não vêem com bons olhos o facto de ter transformado o Afeganistão ocupado no maior fornecedor de ópio a nível mundial. Lembramos que foram os Talibãs, em cumprimento de ética e moralidade religiosa, quem mandaram destruir os campos de ópio, arruinando este comércio ancestral maioritariamente nas mãos de britânicos e de norte-americanos.
Rejeitado religiosa, política e moralmente pelos seus estados vizinhos, o regime afegão cumpre as ordens de Washington. Apesar disso, a SCO reservou-lhe um lugar devido à sua situação geográfica. As críticas asiáticas que se fizeram ouvir a este respeito, de excessiva tolerância, esbarraram no tão caracteristicamente asiático sentido do tempo: “Um dia despertarão!”. Ou seja, para a Ásia, as nações aliadas aos Estados Unidos estão subjugadas a um pesadelo, mas na devida altura despertarão.   
Condoleeza Rice, totalmente alheia a esta realidade asiática, declarou recentemente: "O Irão deve ter mais cuidado, porque ao fim e ao cabo necessita dos Estados Unidos como comprador do seu petróleo".  A realidade porém, é que, a China está já a construir uma conduta para transportar o petróleo iraniano através do Paquistão, Índia e Tibete até ao seu território. A SCO por seu lado, está a coordenar quais destes países recebem pagamentos pela permissão da instalação destas condutas e quais os que vão usufruir do fornecimento do petróleo ou de gás natural.
Recorde-se que a construção de uma outra conduta entre a Rússia e a China, que se pensava estar pronta apenas daqui a alguns anos devido a dificuldades tecnológicas intransponíveis, demorou um terço do tempo a ser construída e encontra-se já em funcionamento. Para a construção desta conduta entre o Irão e a China, estima-se um prazo de cerca de 4 a 6 anos.

Os países membros da SCO albergam metade da população mundial. Os meios de comunicação social ocidentais começam a apresentar esta crescente potência como uma ameaça militar. Porém, o Presidente do Kazaquistão, Nursultan Nasarbajev, esclareceu: “A SCO não se dirige contra terceiros. Nós não desejamos conflitos. Buscamos uma colaboração construtiva. Lutamos contra o terrorismo, solucionamos problemas económicos e criamos um intercâmbio cultural”.
Depois de ter criado uma central de informação contra a ameaça do terrorismo, a SCO está agora a criar um centro anti-droga com a colaboração directa de todos os seus Estados-membros.
Na lista de colaborações conjuntas agora iniciadas estão 127 projectos ligados ao comércio, investimento, serviços alfandegários, finanças, transportes, energia, agricultura, tecnologia, telecomunicações, ambiente, saúde e ensino.
Na Ásia está a nascer um novo conceito de segurança e de relações bilaterais. Já se fala no aparecimento de uma luz no horizonte denominada “The Shanghai Spirit” que oferece o trabalho conjunto baseado em confiança mútua, segurança, parceria, transparência, igualdade de direitos e consenso geral em ajuda mútua sem entrar em  alianças conflituosas.
O caminho geral é o de estar a favor de um conceito que permite a convivência pacífica sem que ninguém imponha a todos a sua identidade, e não se sujeitando a pesadelos globalistas, que apenas aproximam a humanidade de um cemitério colectivo.


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  Comentários (1)
1. Escrito por rerquison, em 13-06-2011 00:54
tomaras que a SCO construa também uma conselho de segurança mutua e alertem aos eua sobre isso e informem aos soldados americanos que os iluminatis sabendo que os eua estão a falir juntamente com eles, eles estão planejando destruir a terra com bombardeios nucleares e Então estes construiram abrigos subterraneos para se protegerem abrigos estes que medem 11 mil metros, tem que alertar os soldados nortes americanos pra desativar estes abrigos e prenderem as familias iluminatis e os cientiistas responsaveis pelo lançamento das bombas atomicas AMERICANAS , por que sabemos que estas bombas por mais que elas destruam todo o planeta, elas não atinge o subterraneo e nem remove 10 cm do solo, POR QUE CASO OS EUA VENHA A FAZER CHOVER BOMBAS ATOMICAS NOS CEUS DOS PLANETAS DESTRUINDO A HUMANIDADE A SCO TEM QUE ELIMINAR AS FAMILIAS ILUMINATIS JUNTO COM ESTE BOMBARDEIO, POR QUE É IMPOSSIVEL INVADIR OS EUA PELOS RUSSOS E CHINESES E DESATIVAR ESTES ABRIGOS, POR ENQUANTOS SOMENTE OS SOLDADOS NORTE AMERICANOS TEM O PODER DE DESATIVA LOS, ESTA TECNICA TEM QUE SER DEMONSTRADA O MAIS ANTES POSSÍVEL ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS PARA AS OBSCENAS FAMÍLIAS LUMINATIS, EU PEÇO COMO INFELIZMENTE BRSILIERO QUE SOU QUE VCS DA SCO SALVEM O BRASIL, ESTE PAÍS É FRACO

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