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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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O Caminho para a nova Ordem Mundial
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Pelo Prof. Dr. Michael Chossudovsky, Canadá

ImageA guerra e a globalização andam de mãos dadas. Apoiada pela máquina de guerra norte-americana iniciou-se uma nova fase letal da globalização dirigida pelas grandes empresas. Com a demonstração do seu poderio militar, desde a II Guerra Mundial os EUA começaram uma aventura militar, que está a ameaçar o futuro da Humanidade.

No dia 11 de Setembro de 1973, poucas semanas depois do sangrento golpe militar do Chile, que derrubou o governo do Presidente Salvador Allende, a Junta Militar sob o comando do General Augusto Pinochet mandou aumentar o preço do pão de 11 para 40 escudos(?). Este violento e repentino aumento de 270% fazia parte de uma terapia de choque económico, fruto do trabalho de um grupo de economistas chamado “Chicago Boys”.
Nessa altura eu andava a estudar na Universidade Católica do Chile. Aquilo fervilhava de economistas formados em Chicago, que seguiam os ensinamentos neoliberais de Milton Friedman, professor de Economia. A 11 de Setembro, após o bombardeamento do Palácio Presidencial La Moneda, os militares decretaram um recolher obrigatório de 72 horas. Quando a universidade voltou a abrir, os “Chicago Boys” rejubilavam. Poucas semanas depois muitos dos meus colegas da Faculdade de Economia foram colocados em posições chave no regime militar.
 Enquanto o preço dos alimentos subia em flecha, os ordenados eram congelados para “garantir a estabilidade económica” e para afastar a  inflação. De um dia para outro, o país foi lançado na miséria. Em menos de um ano, o preço do pão ficou 36 vezes mais alto e 85% da população chilena ficou abaixo do limiar da pobreza.
 
Estes acontecimentos marcaram profundamente o meu trabalho. Testemunhei como, através da manipulação dos preços, dos salários e das taxas de juro, era destruída a vida de milhares de pessoas. Toda a economia nacional foi desestabilizada. Comecei a perceber que a reforma macro-económica não era neutral – segundo afirmava a corrente principal da economia política – nem podia ser separada dos processos sociais mais amplos e das transformações políticas. Assim, concentrei-me, nos meus primeiros trabalhos, na função que o “mercado livre” preenchia como instrumento bem organizado da repressão económica da junta militar do Chile.
 
Quaseb três anos mais tarde, regressei à América Latina como professor convidado da Universidade Nacional de Cordoba no interior industrial argentino. A minha estada coincidiu com o golpe de Estado militar de 1976. Dezenas de milhar de pessoas desapareceram, foram presas e assassinadas. A tomada de poder militar, na Argentina, foi uma cópia exacta do golpe no Chile, dirigida pela CIA. Após os massacres e a violação dos Direitos do Homem, também aqui se sucederam reformas “de mercado livre”, desta vez sob o controlo dos credores da Argentina em Nova Iorque. As mortíferas receitas económicas do Fundo Monetário Internacional (FMI) enquadradas nos “programas de adaptação estrutural” ainda não tinham passado a ser política oficial. Mas as medidas económicas, no Chile e na Argentina, no estilo dos “Chicago Boys”, eram um ensaio geral para acontecimentos futuros. As sentenças do sistema do mercado livre depressa atingiram um país após o outro. Desde o início da crise do dinheiro, na década de 80, o FMI aplicou as mesmas receitas de saneamento em mais de 150 países em vias de desenvolvimento.
Mediante os meus trabalhos no Chile, na Argentina e no Peru, comecei a examinar as consequências globais destas reformas e cheguei à conclusão que se estava a formar uma nova ordem mundial, que se alimentava inexoravelmente de pobreza e exclusão económica.
 
Entretanto, a maioria dos regimes militares da América Latina foi substituída por “democracias”, incumbidas da terrível missão de leiloar as economias nacionais dos seus países, dentro dos limites dos programas de privatização do Banco Mundial.
 
Em 1990, regressei à Universidade Católica do Peru onde tinha ensinado após o golpe militar do Chile, em 1973. Cheguei a Lima precisamente quando decorria a campanha eleitoral para Presidente. A economia do país estava em crise. O regime populista do Presidente Alan Garcia fora colocado pelo FMI na lista negra, portanto, já não tinha crédito. Alberto Fujimori foi eleito o novo Presidente do Peru, em 28 de Julho de 1990. Poucos dias mais tarde, a terapia económica de choque foi aplicada com toda a força. O Peru foi castigado por não ter acatado as ordens do FMI. O preço da gasolina subiu 31 vezes, o preço do pão subiu 12 vezes, isto tudo num só dia. O FMI – em estrita orientação do Ministério das Finanças dos Estados Unidos, puxou os cordelinhos nos bastidores. Estas reformas – executadas em nome da democracia – foram de longe mais aniquiladoras do que as efectuadas no Chile e na Argentina por conta do regime militar.
 
Nos anos 80 e 90 viajei extensivamente por África. Iniciei a pesquisa no terreno para a primeira edição de um livro no Ruanda que, naquela altura, apesar do elevado grau de pobreza conseguia sustentar-se. Mas no início dos anos ’90, a economia nacional – que funcionava – foi destruída e a sua agricultura florescente desestabilizada. O FMI exigiu a abertura do mercado nacional aos cereais americanos e europeus excedentes, supostamente, com o objectivo de instigar os agricultores ruandeses a adquirirem “uma capacidade de concorrência” maior.
 
De 1992 a 1995. fiz pesquisas no terreno na Índia, no Bangladesh e no Vietname. Depois voltei para a América Latina para terminar as minhas pesquisas sobre o Brasil. Em todos os países que visitei, incluindo o Quénia, Nigéria, Egipto, Marrocos e as Filipinas, observei o mesmo padrão de manipulação económica e ingerência política por parte das organizações financeiras internacionais em Washington. Na Índia, como consequência das reformas do FMI, milhões de pessoas foram levadas à maior miséria. No Vietname, um dos mais prósperos produtores de arroz, houve regiões onde surgiu o flagelo da fome, que foi uma consequência directa da abolição do controlo dos preços e do desequilíbrio do mercado dos cereais.
 
Após a Guerra Fria, no auge da crise económica, visitei várias cidades e regiões rurais russas. As reformas exigidas pelo FMI encontravam-se numa nova fase e também levantavam problemas aos países do antigo Bloco de Leste. Desde 1992, muitas regiões da antiga União Soviética, do Báltico à Sibéria Oriental, caíram na maior miséria.
 
O trabalho da primeira edição do livro estava terminado no princípio de 1996, com excepção de um estudo detalhado sobre o desmoronamento económico da Jugoslávia. Nele, economistas do Banco Mundial puseram em andamento um “programa de banca rota” que, em 1989/90, vitimou cerca de 1.100 empresas industriais. Mais de 614.000 pessoas ficaram desempregadas. Mas tudo isto foi apenas o início de um desmembramento económico muito mais radical do Estado Federal jugoslavo.
 
Desde a publicação da primeira edição do livro, o mundo mudou drasticamente. Entretanto, a globalização da pobreza atingiu todas as grandes regiões do planeta, incluindo a Europa Ocidental e América do Norte.
 
Foi estabelecida uma nova ordem mundial que está a minar a soberania nacional e os direitos dos cidadãos. As novas regras da Organização Mundial do Comercio (OMC), fundada em 1994, asseguram aos grandes bancos e empresas mundiais direitos garantidos. A dívida pública explode e as instituições estatais vão à falência, enquanto a acumulação da riqueza privada avança inexoravelmente As guerras, chefiadas pelos americanos, contra o Afeganistão e o Iraque marcam uma viragem importante nesta ordem mundial em desenvolvimento. Quando a segunda edição do meu livro foi imprimida, forças americanas e britânicas invadiram o Iraque, destruíram as suas infra-estruturas e mataram milhares de civis. Após 13 anos de sanções económicas, a guerra contra o Iraque precipitou todo um povo na miséria.
 
A guerra e a globalização andam de mãos dadas. Apoiada pela máquina de guerra norte-americana iniciou-se uma nova fase letal da globalização dirigida pelas grandes empresas. Com a demonstração do seu poderio militar, desde a II Guerra Mundial os EUA começaram uma aventura militar, que está a ameaçar o futuro da Humanidade.
 
A decisão de invadir o Iraque nada teve a ver com “as armas de destruição maciça de Saddam” nem com as suas alegadas ligações à Al Qaeda. A verdade é que o Iraque detém 11% das reservas mundiais de petróleo, ou seja, tem 5 vezes mais que os EUA.
 
 As regiões do resto do Médio Oriente e da Ásia Central (desde a ponta da Península da Arábia até à bacia do Mar Cáspio) contêm cerca de 70% das reservas mundiais de petróleo e gás natural. Esta guerra, que esteve a ser planeada durante vários anos, ameaça precipitar no abismo uma região muito maior. Um documento do Comando Central dos EUA, de 1995, confirma que “...o motivo para o envolvimento dos EUA é proteger interesses vitais americanos na região, nomeadamente, o acesso incontestado e seguro, dos EUA e seus aliados, ao petróleo do Golfo.”
 
Logo a seguir à entrada das tropas de ocupação, a economia iraquiana passou a depender do exército americano, controlado pelo General na reserva Jay Gardner, antigo CEO de um dos maiores produtores de armas da América.
 
Em colaboração com a Administração dos EUA e o Clube Parisiense dos credores plenipotenciários, propuseram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial que desempenhassem um papel chave na “reconstrução” do Iraque do pós-guerra. O plano é instalar o dólar americano, através de um acordo de fundo de câmbio, como moeda de reserva no Iraque, tal como o Acordo de Dayton, de 1995, o impôs na Bósnia-Herzegovina. Em contrapartida, anglo-americanos assumiriam a direcção das grandes reservas petrolíferas do Iraque.
 
A dívida externa em explosão do Iraque será utilizada como instrumento para a pilhagem económica. Vai haver condições. Toda a economia nacional será entregue para ser desbaratada. O FMI e o Banco Mundial serão chamados para darem legitimidade à pilhagem do petróleo iraquiano.
 
A concentração da máquina de guerra americana pretende aumentar a influência económica da América, desde o Mediterrâneo até à fronteira ocidental da China. Os EUA instalaram uma presença militar permanente, não só no Iraque e no Afeganistão, e além disso têm bases militares em várias repúblicas da antiga União Soviética. Por outras palavras, a máquina militar apoia a conquista de outros territórios económicos, como também apoia a imposição do sistema do “mercado livre”.
 
Fonte: Michel Chossudovsky. The Globalization of Poverty and the New World Order,
2003,  ISBN 0-9737147-0-0


Lido: 4615

  Comentários (1)
1. AGINDO O GUIA DOS GUIAS ESPIRITUAIS
Escrito por Arnaldo Ribeiro website, em 31-12-2010 16:54
REVELAÇÃO/EXORTAÇÃO 
Urge difundirmos na terra, a certeza de que Jesus Cristo já vive agindo entre nós, espargindo a luz do saber em sí, criando Irmãos Espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade. Por princípio, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõe o título do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos já podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE ESSA AÇÃO DE CRISTO: (LC.4.21) – Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (JB.14.17) – O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis; porque Ele habita convosco e estará em vós.(MT.14.27) – Tende ânimo! Sou Eu: Não temais: (JB.2.5) – Fazei tudo o que Ele vos disser, (JB.5.27) – porque é o Filho do Homem: (JÓ.9.19) – Se se trata da força do poderoso Ele dirá: Eis-me aqui: Regozijai-vos e fazei jus ao poder que o Nosso Espírito traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade. 
 
(MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FÔRA NÃO HAVER NASCIDO: 
 
E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber, e entender quem é o Filho do Homem: 
 
E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ: 
 
(MC.14.41) – Chegou a hora, o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores: E hoje, quem desejar interagir conosco na obra comum da nossa criação, deve fundamentar-se n`A Bibliogênese de Israel; que já está disponível na internet (Editora Biblioteca 24x7). E quem não quiser, pode continuar vivendo de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta...

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