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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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Chegámos ao fim do mundo ou apenas ao cimo de mais uma onda gigante que desmoronará por si?
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Tendo chegado à “porta” dos 75 anos, nasceu em mim o desejo de enviar uma imagem aos meus amigos. Não uma imagem da minha fisionomia, mas de algo que significasse muito para todos nós.

Nada melhor do que o mar! Há séculos que estamos a olhar para o mar e a sonhar! Quando chegará finalmente a hora do regresso de Dom Sebastião?

Atrevo-me a olhar para o mapa do que resta de Portugal em mãos portuguesas e vejo que estamos quase totalmente rodeados pelo mar. Apenas em Portugal Continental temos um vizinho, mas este pouco nos interessa, está nas nossas costas, nós olhamos para a frente, para o mar! Como um cavalo amigo e companheiro de batalhas, que espera a vinda do seu dono e dá coices a quem se aproximar por detrás.

O mar atrai quem o observa. Não há dias nem horas iguais. As suas cores estão em mudança constante. Não há duas ondas irmãs. Desde as mais suaves, em mar plano, até às mais revoltas, que se atiram com enorme estrondo contra as rochas. Os seus ruídos, sua espuma flutuante e voadora, o seu cheiro próprio e a camada fina do sal, que se agarra a nós, tudo isto faz parte do mar que tanto nos atrai.

As ondas que mais me impressionam, não são as espectaculares às quais os recordistas do surf se entregam; são as do mar alto que se erguem sem costa à vista como se se tratassem de um ser vivo gigantesco, que levanta toda a sua massa em direcção ao céu, sem dizer se vai formar crista e quebrar, se nos vai engolir ou não, ou se vai simplesmente baixar-se uma vez mais.

Tais ondas formam montanhas e vales em rápidas sequências. Tão depressa se está escondido na profundeza de um vale assustador pelas gigantes paredes de água em ambos os lados, como se levanta, colocando-nos bem no cimo tal como a arca de Noé em busca do monte Ararat para se agarrar a algo.

O azul mais profundo e belo do céu apenas consegue igualar-se às cores do arco íris com as quais o mar se apresenta em mudança constante. Até as pinceladas do quebrar das ondas e ondinhas nos dão um puzzle vivo com incontáveis possibilidades de interpretações, algo que fascina.

Um dia consegui adquirir um grande bloco de lapislazuli, pedra de rara beleza. Coloquei-lhe uma nau manuelina em cima e vi que tinha encontrado a imagem que procurava!

Observando a foto tirada ao conjunto, vi a enorme riqueza que o mar nos está a oferecer. O lapislazuli até minúsculos fragmentos de ouro transporta. O seu azul tem tantas nuances, as suas inclusões de branco e de outras cores resultam num todo perfeito! Levanta-se como uma destas ondas gigantes.

Os nossos antepassados faziam-se ao mar com receio de encontrar o “fim do mundo” e de caírem no abismo dos infernos. Porém, tal não os desencorajou, pois acreditaram nos dotes dos seus capitães e na Ordem de Cristo, que planeou as suas viagens.

Ciente da gravidade da nossa situação actual, comparo-a com a dos nossos antepassados e encontro na imagem que aqui vos transmito, a calma do “recado”: é apenas mais uma grande onda na nossa história, que nos faz imaginar fins. Mas também esta onda, por mais assustadora que se apresente, cairá em si e bons timoneiros nos guiarão!

Ainda falta cumprir a 3ª razão da existência de Portugal, a mais importante e de grande significado para toda Humanidade.

Agradeço-vos por lerem estas minhas palavras e que vejam atenciosamente a imagem da nau no topo da onda. Mantenham a chama da esperança viva nos vossos corações!

Belas, em mais uma data profetizada como se do fim do mundo se tratasse, 31 de Outubro de 2016.

Rainer Daehnhardt


Lido: 729

  Comentários (5)
1. Escrito por Joao Rebelo, em 10-01-2017 14:22
Fim não, mas sim uma esperança, nunca baixar os braços. 
Como no Mar, as ondas que dão a costa e uma serie de sete, isso se chama... "aí vêem o Sete", e nessas sete ondas há sempre uma perfeita que leva o surfista a praia.
2. Escrito por manuel melo bento, em 10-01-2017 14:21
Bom jogo de imagem e sobretudo de ideias. O meu Amigo sempre atento àquilo que se passa entre nós sem ser muito bem observado pela(s) nossa(s) gente(s) que habita(m) este território.
3. Desejo-lhe uma nova translação cheia de
Escrito por Luís M. Lázaro, em 10-01-2017 14:20
Obrigado por partilhar connosco este artigo encorajador na véspera do seu aniversário.
4. Escrito por André, em 10-01-2017 14:19
Olá Rainer. 
Penso eu, nas brumas das minhas divagações, que Portugal irá finalmente revelar novamente a Vª luz ao mundo, após a grande crise/guerra dos dias do fim. É fácil perceber que já vivemos nos dias do Apocalipse desde há uns anos para cá. É inevitável que quando chegarem os sinais do fim, e uma grande guerra se levantar, em que todas as nações da Terra se unirão contra o Cristo, a mando do Anti Cristo, Portugal irá ter um papel importante no final dessas tribulações. Na altura pode já nem existir a entidade politica com o nome de Portugal, mas a essência mística Lusa estará cá guardada neste cantinho, seja com que nome for.
5. Escrito por Antoinette, em 01-03-2017 12:21
Belo e verdadeiro.

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