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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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A descristianização da Europa, explicada pelas cartas de um arcebispo e um pai de família
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Carta do Arcebispo Lackner a todas as paróquias

Salzburgo, 27.7.2015

Caros colegas sacerdotes, caros diáconos e colaboradores nas paróquias,

É a grande necessidade dos que procuram asilo que me leva a dirigir esta carta a todas as paróquias da arquidiocese de Salzburgo. Somos convidados a participar com a nossa contribuição.

Apelo a todos para que reavaliemos seriamente as nossas possibilidades de apoio aos refugiados. Analisando seriamente, por um lado, os recursos possíveis, mas ainda não utilizados, e, do outro, através da recolha de informações sobre actividades já implementadas nas paróquias. Muitas iniciativas já estão lançadas, falemos delas e encorajemo-nos uns aos outros.

Será que existem habitações viáveis nas paróquias? Vamos mobilizar as nossas forças para oferecer uma nova pátria às pessoas que procuram refúgio no nosso país, onde as feridas da sua miséria se vão sarar através da nossa ajuda.

Franz Neumayer (Caritas Salzburgo) é o coordenador diocesano para refugiados, por decisão da Conferência dos Bispos Austríacos ( , 0662 849373 160). Juntamente com o Departamento de Obras, ele está disposto a ajudar a avaliar em que medida as habitações disponíveis são adequadas, bem como auxiliar as paróquias em termos de conteúdo e organização. As possibilidades e oportunidades para as paróquias são sempre apresentadas aos respectivos órgãos consultivos.

Peço que contactem o Sr. Neumayer.

Agradeço o vosso apoio.

Franz Lackner
Arcebispo

Carta de Resposta ao Cardeal Lackner

Eminência,
Ex.mo Sr. Cardeal Dr. Lackner,

O meu nome é Prof. Hermann MITTERER e, entre outros, sou Presidente do Conselho Paroquial da minha paróquia. Foi nesta qualidade que recebi a vossa carta, datada de 27.07.2015, que se refere à “ajuda aos refugiados”. Antes de mais, gostaria de salientar que estou a escrever em meu nome pessoal e não como Presidente do Conselho Paroquial. O assunto não foi debatido com o Conselho Paroquial nem com o nosso prior. Escrevo-vos na qualidade de pai que se preocupa com o futuro dos seus três filhos. Como católico que se preocupa com o futuro do cristianismo, na Europa. Como austríaco que ama a sua pátria, tal como ela é, e que se preocupa com o bem-estar do país.

Quanto à vossa missiva: Li a vossa carta com enorme espanto, no que se refere à “ajuda aos refugiados”. Não apenas por ela apresentar as aparentemente intencionadas “desfocagens” manipulativas habituais, no que se refere ao conceito de “requerentes de asilo” e “refugiados”. O que espanta ainda mais é o vosso pedido de “…oferecermos uma nova pátria”… a essas pessoas. Com isso, Vossa Eminência rende-se a um pseudo-humanismo que, entretanto, descarrilou totalmente em todas as instituições europeias. Esse pseudo-humanismo caracterizado pela parcialidade absurda a favor de supostas ou verdadeiras vítimas, que são como que promovidas a “estilitas das migrações em massa” e que podem reclamar para si próprios todo o tipo de direitos imagináveis. Por outro lado, a população natural Áustria e da Europa, há muito estabelecida no país, é suposta aceitar e pagar tudo com entusiasmo e em silêncio. Até a perda da sua pátria ancestral.

Ou o vosso pedido é incrivelmente ingénuo e/ou indica uma tremenda ignorância em relação à legalidade sociológica, psicológica e antropológica. Além disso, na melhor das hipóteses, é irresponsável, no que diz respeito às suas consequências económicas, políticas, sociais e religiosas! Tudo isto, dado a vossa manifesta inteligência, afigura-se mais que estranho. Antes de entrar em pormenor nalgumas consequências do pedido inconcebível de Vossa Eminência, gostaria de recordar rapidamente algumas condições básicas em cujo contexto as formula.

Algumas condições de base da imigração em massa

Há vários meses que chegam diariamente ao nosso país 200, 300 até 400 “refugiados”, “migrantes”, pessoas em busca de “asilo”, etc. Os ilegais e os que já aqui vivem nem sequer estão aqui incluídos. Eu vivo numa pequena comunidade com cerca de 750 habitantes. Significa que, de dois em dois dias(!), é formada uma nova comunidade dessa dimensão. Para completar, há que mencionar que 20% dos habitantes do Estado da Áustria são imigrantes. Esta situação agravar-se-á radicalmente para a população inata, nos próximos 20 a 30 anos.

Mas quem são esses que, segundo as vossas palavras, devem ter “direito” não só a “asilo” mas também “a uma pátria”? Evidentemente é do vosso conhecimento que “direito a uma pátria”, nesse sentido, não pode ser derivado de nenhuma convenção da ONU ou dos Direitos Humanos, nem do Direito Internacional. Naturalmente, também sabe muito bem que a vossa expressão de dar aos refugiados, ou seja lá o que forem, “(…) uma nova pátria (…)” ultrapassa de longe o sentido de “direito de asilo”. Direito de asilo é um direito de permanência justificada para um grupo específico de pessoas bem definido, durante um certo tempo. Mas volto a perguntar: quem são esses “refugiados” aos quais pretende dar uma nova pátria, de imediato? Na maioria, ou seja, 75 – 80%, são homens entre os 18 e os 35 anos. As famílias que os media tanto gostam de focar estão na minoria. Porém, Vossa Eminência também sabe isto, naturalmente.

Já por si só o número equivale a uma ocupação civil! Será exagerado? Nem por isso. Estima-se que, só em África, existem cerca de 400 milhões, sobretudo, de homens jovens que querem viajar em direcção à Europa. Só em 2015 esperam-se cerca de 75.000 na Áustria e cerca de 500.000 na RFA. E o fim disto não está à vista. Quer seriamente pôr à disposição deste número gigantesco de pessoas uma pátria? Quer que dêmos uma nova pátria a todos os necessitados do mundo? Numa região que já assim é um dos mais povoados do mundo?

Os motivos para esta imigração em massa

Por que será que praticamente ninguém pergunta (nem nos relatórios oficiais) o motivo para as pessoas do Kosovo, do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Somália, da África Negra, da Líbia e demais países do Magreb se dirigirem para cá?

Será que essas pessoas se tornaram vítimas de um capitalismo selvagem ou de casino global? Será que lhes roubaram as suas possibilidades de sobrevivência? Que são explorados por acordos comerciais injustos e por elites regionais corruptos mantidos no poder por regimes ocidentais e empreendimentos poderosos? Serão vítimas de guerras neoimperiais – evidentemente sob a capinha moralista de “intervenções humanitárias” – dos países ocidentais que, ao serviço dos interesses da maximização de lucros, são dirigidos por alguns oligarcas económicos e da alta finança pouco globais? Quem desencadeou as guerras catastróficas – para só mencionar algumas destes últimos anos – nos países e regiões acima mencionados? Onde estava a vossa Conferência de Bispos Austríacos, com palavras de advertência, quando essas pessoas viram destruídas a sua pátria e possibilidade de sobrevivência? Mas, afinal, quem é que se quer opor ao 0,1% poder da oligarquia mundial? É muito menos arriscado exigir sacrifícios ao “povo simples”. Não?

Mas voltemos à Áustria. Quem gosta de defender essas pessoas que frequentemente são realmente pobres? Um dos “pilares” da indústria migratória é a acima mencionada CARITAS, já que dela se trata, e que é financiada com quantias colossais de dinheiros provenientes dos impostos. Vossa Eminência sabe muito bem que essa CARITAS e inúmeras associações de migrantes, centenas de juristas, etc. recebem quantias exorbitantes provenientes do dinheiro dos impostos para supostamente “resolverem” problemas que a oligarquia das finanças e da economia ocidentais despoletam na ânsia de maximizar os seus lucros. Estas associações de migrantes têm um interesse “natural” em trazer cada vez mais refugiados para a Europa e para a Áustria para garantir, o mais tempo possível, o seu próprio financiamento proveniente do dinheiro dos impostos. Mas, Eminência, o senhor sabe isto muito bem.

É uma realidade que mais de 80%(!) dos pedidos de asilo são recusados devido a falta de direito. Também é verdade que a grande maioria dos que viram o seu pedido de asilo indeferido pode ficar na mesma. De dia para dia, o estado de direito é governado ad absurdum devido a motivos ideológicos e o vício do lucro. Alguma vez Vossa Eminência, ou um dos vossos colegas da Conferência de Bispos, pediu a palavra em relação a isto? Não me consta nada nesse sentido. E com isso aceita como inevitável que o barco para os verdadeiros necessitados de asilo um dia esteja efetivamente cheio. Quem se cala torna-se cúmplice! Tal como aquele que convida a darmos uma pátria a todos os refugiados económicos! Mas isto Vossa Eminência também sabe.

Com isto o quadro não estará completo, apenas apresentado em grandes traços, quanto à vossa intenção de entregar o nosso país a centenas de milhares ou até milhões de refugiados económicos!

Algumas consequências da vossa “generosa oferta” de uma “pátria nova”: algumas consequências económicas

Há anos que a Europa está mergulhada na maior crise financeira e económica dos últimos 80 anos. O desemprego de longa duração está acima dos 30 milhões. A tendência é de subir. Segundo os cálculos dos especialistas, só o desenvolvimento técnico da automatização destruirá cada oitavo posto de trabalho, nos próximos 15 a 20 anos. A taxa de desemprego dos jovens, sobretudo nos países do Sul da UE está acima dos 50%. Sem perspectiva de melhorar!

Os já antigamente altamente endividados estados, países mais ou menos “ricos “da UE, devido às falsas “intervenções governamentais” nos bancos, que no fundo não passaram de “salvamentos bancários”, estão mais ou menos falidos. O último recurso para este capitalismo de casino parece ser o apoderarem-se das poupanças do povo. As propostas de abolição do dinheiro vivo e da introdução da taxa de juros negativa estão aí e recomendam-se. É nesta Europa praticamente levada à falência económica que quer oferecer uma pátria a todos os “refugiados” do mundo? Que é que imagina que vai acontecer quando começar a luta de distribuição após o colapso económico? Ou imagina que estes milhões de homens novos sem instrução, sem formação profissional vão assistir passivamente quando lhes tirarem a assistência social? Que é que eles farão quando se aperceberem que nunca terão uma perspectiva realista para se livrarem da sua situação precária? Caso Vossa Eminência ainda não conheça a estratégia que aplicam para resolver os seus problemas, deite uma vista de olhos ao que se passa nas suas terras de origem.

Algumas consequências políticas

Todos falam dos altos valores da democracia. Se tivéssemos realmente demo-cracia , ou seja, um governo popular, na Áustria e na Europa, há muito que os nossos políticos teriam tido que agir em defesa da população e impedido esta imigração em massa. Além disso, há décadas que a maioria da população tem um conceito totalmente diferente sobre a imigração que a classe política. Mas nunca lhe perguntaram nada! Através de uma acção de “pedagogia do povo“ baseada em manipulação mediática e de política educacional, a população foi moralmente culpabilizada e mentalmente desarmada, para que jamais se pudesse revoltar. E se, por vezes, não correr de feição, lá tem estado a Justiça a dizer “Presente” para punir de forma mediaticamente eficaz e, portanto, reconhecível por toda a gente, os chamados “delitos de ódio”, entenda-se, as opiniões não conformes.

Quem tiver estudado um pouco – isento de ideologia – a História, a evolução da sociedade e política sabe que as sociedades multiculturais são sociedades multiconflituais. Isto refere-se em especial, a quanto mais o critério político-social, como por exemplo, um liberalismo sem limites, que não aceita qualquer fronteira, e o islão que aplica, por pequenos delitos, duros castigos físicos que podem ir até à pena de morte. Gendermainstreaming, a homossexualidade e a sexualidade precoce da sociedade e o islão excluem-se mutuamente e de forma inultrapassável. Também aqui o método democrático já não funciona. É que o método democrático pressupõe um consenso fundamental da sociedade nos pilares do seu ser. Se faltar esse vasto consenso fundamental, dá-se, de facto, a ditadura dos 51% sobre os 49%. “Balcanização” e “Libanonização” não são termos técnicos políticos para descrever e categorizar Estados e regiões multiétnicos que estão quebrados ao longo dessa linha de conflito. O facto da segunda e terceira gerações dos imigrantes muçulmanos se oporem radicalmente ao nosso modo de vida está provado pelos milhares de voluntários da Europa que combatem no Estado Islâmico e noutros grupos terroristas islâmicos.

Quem não conseguir ver isto ou não está informado ou está ideologicamente deslumbrado. Com esse processo, que Vossa Eminência ainda quer apoiar com o “direito de uma pátria para todos”, destroem-se os fundamentos da democracia e da ordem social democrática.

Algumas consequências sociais

Estes homens novos não querem apenas melhoramentos materiais para si próprios. Também têm necessidades humanas – masculinas – de afecto, de satisfazer os seus impulsos sexuais e de ter uma família. De onde virão as mulheres que eles precisam para satisfazer essas necessidades? Da sua pátria? Vossa Eminência pretende também dar uma “pátria nova” aos milhares dessas mulheres, na Áustria e na Europa? Quer juntar aos milhões desses homens jovens, que não têm quaisquer perspectivas económicas realistas, mais milhões de mulheres novas ameaçadas com o mesmo destino? Isso levaria ao total desmoronamento social na Europa e na Áustria!

Portanto, eles serão “obrigados” a “virarem-se” para as mulheres naturais do país. Assim, não só teremos lutas materiais de distribuição, mas também lutas pela reprodução, que caracterizam a vida na Terra, desde o seu início. Será exagerado? Nem por isso. Por exemplo, há poucas semanas a administração de uma escola, na Baixa Baviera, pediu às alunas para se vestirem “apropriadamente” para “não provocar desnecessariamente” os “refugiados”, instalados no ginásio da escola. Eu poderia citar exemplos com consequências bem piores para as mulheres do país.

Vossa Eminência também sabe que a população austríaca e europeia, após anos de liberalismo desinibido, com uma descristianização e uma total depravação da noção de tolerância, já não tem a força anímica para enfrentar esta evolução radical e fazer-lhe frente. O brilhante Papa Bento XVI definiu isto de forma exímia, com o conceito da “cultura da morte”. Abster-me-ei de perguntar o que contribuíram a Conferência dos Bispos e cada um dos Senhores Bispos, pessoalmente, para, nos seus bispados, contrariarem de forma “musculada” esta dissolução totalitária de todos os quadrantes da vida, usando as armas espirituais do Evangelho e dos ensinamentos católicos.

O clero abandonou os fiéis na polémica com este liberalismo desinibido e colocou-se à disposição do espírito da época. Se a Igreja e os seus dignitários também abandonarem os povos autóctones da Europa na luta de sobrevivência pela sua pátria, a cristandade, na Europa afundar-se-á com esses povos. Será que um dia, quando tiverem de prestar contas ao Senhor, Vossa Eminência e os seus irmãos saberão justificar a perda do vosso rebanho?

A minha exposição não passa de um esboço curto de uma extensa e complexa evolução e ameaça. Apesar de Vossa Eminência decerto ser conhecedor disto tudo, vem com um pedido desses? Quer realmente ser – também a nível pessoal – responsável pela “balcanização” e uma consequente guerra (civil)? Pondere no que pediu, talvez levianamente, ou lá por que motivos foi. É que tanto Vossa Eminência, como todos nós, podemos vir a recebê-lo!

Não vou participar, nem como Presidente do Conselho Paroquial, nem como católico e muito menos como (ainda) cidadão livre nesta loucura de imigração em massa ingénua, falsa e auto-destrutiva, sob a capa de um pseudo-humanismo. Muito pelo contrário!

Peço a Deus que abençoe Vossa Eminência e todos os Homens de boa vontade dispostos a criar, em todas as partes do globo, um mundo humanamente digno, no Seu sentido.

Despeço-me com a consideração que devo ao Vosso cargo de Arcebispo,
Professor Hermann MITTERER, MBA


Lido: 1693

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