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A Nomenclatura quer sacrificar a Nação
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A preparação para o sacrifício do povo avança a todo o vapor

Por Wolfgang Hübner, 4 de Outubro de 2012

O dia da unidade alemã” de 2012 tornou claro que a nomenclatura política do nosso país está decidida a sacrificar a soberania estatal e, com isso, a democracia, na Alemanha, no altar do ídolo-Europa. Se, precisamente no feriado nacional, que nos outros Estados do mundo serve para a consciência e satisfação por aquilo que nos é próprio, o Presidente da Alemanha Federal reconhece: “Somos alemães europeus” e apela para um maior crescimento e uma maior união entre os Estados do Continente, não será um capricho de um Presidente com poucos poderes, mas demonstra que está de acordo com todos os sacrifícios que o povo deverá fazer por um projecto que acabará por sacrificá-lo.

A fuga da realidade da nomenclatura alemã não poderia ser mais louca. É que em Espanha, Itália, Portugal, França, Grécia e – para todos os efeitos ocultado pelos media alemães – também na vizinha Polónia, cresce o protesto e a oposição contra o estabelecimento forçado de um império multinacional da URSSdUE, levado a cabo pela euro-burocracia e os contestadores de identidade de Berlim. Os povos em toda a Europa percebem cada vez mais que a autodeterminação e a democracia vão ficar pelo caminho, com este processo. Os políticos dos partidos, na Alemanha, seguem cada vez mais aferrados a desagregação efectiva do seu próprio e demais Estados num artifício que deverá resgatar-nos do desastre económico da união unitária. Na realidade, esta “tentativa de resgate” apenas potenciará todos os problemas, ou levar à dissensão, se não a algo muito pior.

Portanto, quais são os motivos da nossa nomenclatura política procurar o bem-estar na utopia da Europa, mais concretamente num super-Estado europeu? Seria inconsciente procurar a explicação numa espécie de masoquismo nacional colectivo. Embora isso seja muito mais pronunciado na Alemanha do que em qualquer outro país europeu, uma vez que milhares dos que souberam ultrapassar o passado continuam a lucrar material e ideologicamente com o vergonhoso regime assassino do Nacional-socialismo. Porém, os verdadeiros motivos para a crença oficial na Europa encontram-se na economicamente consolidada autoconfiança da República Federal da Alemanha. Isso é, contudo, – e não apenas desde o início da crise financeira mundial – uma base de identidade muito frágil e totalmente insuficiente para uma nação que tanto contribuiu para a cultura, ciência e religião, na Europa.

É significativo que tenha sido um autor britânico, Peter Watson, que publicou, há algum tempo, um volumoso e excelente livro chamado “O Génio Alemão”. Também é significativo para a actual desgraça alemã como um Ministro do Interior bastante conservador das fileiras da CSU justifica por que motivo a “xenofobia” não deve ser tolerada na Alemanha: Porque somos um produto de exportação! A argumentação de um alto governante não poderia ter sido mais infeliz.

E quando a Chanceler Merkel diz muito a sério: “Se o euro fracassar, fracassa a Europa” – também sabemos que filhos de que espírito nefasto são os que representam um povo de 80 milhões de pessoas, na Europa e no mundo. Então, também percebemos que políticos destes não se sentem comprometidos com o povo, mas com os interesses dos grandes bancos e das empresas DAX.

Por ser assim para Merkel, Schäuble, Steinbrück, Trittin e os demais, não existem insuperáveis resistências interiores para exigir sacrifícios ao povo pela Europa, o seu ídolo enfermo, tal como prova a já iniciada discussão da tributação especial. Esta discussão visa claramente a ainda numerosa classe média que terá de ser e será espremida. É que só lá existem os meios para conseguir obter o dote monetário para a almejada Europa da nossa nomenclatura política. Desde a Grécia que já devemos saber como isso será caro. E se isso não for suspeito nem agradar ao povo alemão, um velhíssimo ex-chanceler (Helmut Schmidt) lembra os milhares de vítimas do Holocausto que, em sua opinião, é obrigação dos descendentes serem generosos, se os simpáticos vizinhos da casa europeia tiverem vivido acima das suas possibilidades.

As discussões recentes, quanto ao importo sobre a fortuna e tudo o mais de que os políticos se vão lembrando quando continuam a contrair mais dívidas com receitas fiscais recordes, são mais do que suspeitas. Trata-se de ensaios para o grande assalto ao povo que será o preço a pagar pela criação da URSSdUE.

Quem não quiser pagar o preço, terá de estar preparado para ser estigmatizado de inimigo da Europa e nacionalista incurável. Porém, “alemães europeus” sacrificam com gosto o dinheiro e o futuro do povo. É que têm perspectivas brilhantes: a ascensão da nomenclatura alemã para a europeia.


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