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Retrospectiva: o que o Serviço de Informação Federal vaticinou sobre o Euro
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Segredos do Euro 10

Por Udo UlfkotteImage

Já em 2009, os Serviços Secretos da Alemanha Federal, BND, tiveram de responder à pergunta: “Que é que vai acontecer se os pacotes para a conjuntura nacional não surtirem efeitos sustentáveis na crise mundial?”

Em 2009, os Serviços Secretos da Alemanha Federal, BND, chamaram a atenção num estudo confidencial para o facto de a crise económica mundial poder conter o potencial para uma possível guerra mundial. Evidentemente, naquela altura as consequências da crise económica ainda não eram tão dramáticas como hoje. O cenário fazia parte de um de três cenários possíveis. Naquela altura, não se podia ler nada disto num jornal alemão. Só o Deutsche Gesellschaft für Auswärtige Politik publicou extratos do relatório do BND, na sua revista Política Internacional. Segundo diz, o futuro para os alemães na Europa não é nada risonho dado que a zona-euro não terá um futuro duradouro. O BND prevê “uma longa crise global” que levará a uma renacionalização extensa da economia mundial. Segundo o BND, a instabilidade política aumentará em todo o mundo. Haverá um “desemprego maciço e movimentos migratórios a uma escala jamais vista” até agora. É possível que nos próximos anos haja guerras devido à falta de pagamento de dívidas. Há que não esquecer que a previsão é de Fevereiro de 2009.

A guerra é a única saída?

Mas esta não foi a única informação do género. Naquela altura, o Professor Michael Hudson, principal conselheiro do governo da Letónia em assuntos económicos, foi o primeiro europeu a advertir oficialmente para uma guerra que se começava a vislumbrar devido a “dívidas, na Europa”, na Primavera de 2009. Não foi só em Bruxelas que se riram dele naquela altura. Hudson prognosticou friamente a queda da zona-euro, o empobrecimento repentino das populações nacionais e da sua distracção através da consciente provocação de guerras. E tudo isto num futuro muito próximo. No centro da Europa. Segundo a opinião dos políticos alemães, Hudson, o especialista económico americano, não regulava bem da cabeça. É que ele não falava apenas dos problemas da Grécia, de Itália e de Espanha – também advertiu contra o colapso total que ainda ameaçava a UE inclusivamente nos antigos Estados de Leste. Estados esses que aderiram à UE, foram entulhados com euro-créditos e que agora não conseguiam pagar as suas dívidas. Muitas centenas de biliões de euros que bancos alemães, austríacos e suíços cederam a antigos Países de Leste jamais serão devolvidos, segundo a sua análise. Mais uma vez, os bancos de países ocidentais, tidos como relevantes para o sistema, terão de ser apoiados pelos contribuintes. Trata-se de uma espiral sem fim. O sistema desmorona-se por todo o lado. Segundo Hudson, a única saída será a guerra.

Dois anos mais tarde, quando a Polónia detinha a Presidência da UE, em 2011, também o Ministro das Finanças polaco falou abertamente da ameaça de guerra na Europa. Jacek Rostowski disse que esperava uma guerra na Europa, a médio prazo, caso a zona-euro e a seguir a União Europeia se desmoronassem. Rostowski falou a importantes políticos da UE sobre uma conversa privada que tivera com um antigo colega seu do Ministério das Finanças, em Varsóvia, e que actualmente era presidente de um grande banco polaco. A conversa era sobre a actual crise europeia. Ele disse: após uma tal turbulência económica e política é raro, após 10 anos, poder-se evitar uma guerra.

A crise das cotações

Entretanto, após estas declarações, a probabilidade de cenários de guerra no centro da Europa tornou-se cada vez mais real. Os motivos são compreensíveis. Quase todos os Estados do Sul da zona-euro, tal como os antigos Estados de Leste, têm dívidas quase inimagináveis e que não podem pagar. A acrescer a isto, os cidadãos dos Estados de Leste contraíram as dívidas não na moeda do seu país, mas em euros e têm de as pagar em euros ou na nova moeda com um elevado risco de cotação. Os letónios têm de pagar cerca de 87% das suas dívidas em euros.

Enquanto os maiores credores dos letões são bancos suecos, a Roménia e a Hungria devem milhares de milhões de euros a bancos austríacos, cujos juros – com a melhor das boas-vontades – simplesmente não conseguirão pagar, devido ao seu défice e à baixa cotação da sua moeda. Nos próximos meses, grandes bancos alemães, ingleses, franceses, austríacos e suecos vão provavelmente descobrir que para além das quantias astronómicas que terão de perdoar a todos os Estados europeus do Sul, terão de fazer o mesmo aos empréstimos concedidos generosamente aos antigos Estados do Leste. Dado os bancos estrangeiros não terem direito a voto, nestes países, e os governos temerem a fúria dos eleitores, vai acontecer o que se passou entre a Islândia e os seus credores. Nomeadamente, tal como os islandeses recusaram a amortização da dívida para com os seus credores ingleses e holandeses num referendo que obteve 97% de votos negativos, e que mais lembrava os tempos áureos do comunismo, também os europeus do Sul e do Leste deixarão as exigências dos seus credores cair em saco roto, tal como foi o caso dos holandeses e ingleses no caso dos islandeses. Tudo isto vai originar cenários totalmente novos na Europa. Em Abril de 2010, um ano após a criação do estudo do BND, de Fevereiro de 2009, encontraram-se os representantes de vários serviços secretos ocidentais, em Bruxelas. Não houve observadores, nem conferências de imprensa que os representantes dos media pudessem transcrever. É que o tema não se destinava ao público em geral. Neste encontro ”privado”, os chefes dos serviços secretos falaram de uma quase inevitável catástrofe, de cenários de guerra no centro da Europa. Entretanto, ficaram mais sóbrios nos círculos dos serviços secretos. Já não esperam pelo melhoramento da situação tão anunciado pelos políticos. A política não esclarece os cidadãos sobre isso.


Fonte: KOPP-exklusiv.de


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  Comentários (1)
1. Retrospectiva: o que o Serviço de Inform
Escrito por George W Hasselmann, em 14-01-2013 16:29
Retrospectiva: o que o Serviço de Informação Federal vaticinou sobre o Euro

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