Adicione aos Favoritos
Clique para Pesquisar
    
 
"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

VISITAS
1573904
Desde 13/06/06

União Política: «Do que precisamos é de uma grande crise»
PDF Imprimir e-mail

Por Gerhard Wisnewski

Será que as elites do poder mundial usaram a crise financeira, talvez até a planearam, para construir um super-Estado europeu? Uma nova UEdRSS? Pelo medo e a necessidade ainda serem os que mais convencem? Em especial os novos regimes? Não pode ser. Esta minha opinião que publiquei no meu último artigo é, evidentemente, só uma teoria de conspiração. Ou talvez não? Vamos ver. Vamos dar uma vista de olhos nas declarações feitas nos últimos anos por dois globalistas importantes: Henry Kissinger e David Rockefeller.

Os estrategas europeus globais” estão a recolher a colheita, escrevi eu em 13 de Junho de 2012. «Sob o peso e as pressões da crise, a Europa será fundida num Estado federal». Devido à crise, depois de os europeus terem estado a viver, durante anos, numa atmosfera de medo e de terror, estariam prontos para o segundo passo: a UEdRSS, o super-Estado europeu. «Embora o medo possa ser mau conselheiro, é bom “vendedor”. Seja para vender vacinas contra a “gripe suína”, para banir a energia nuclear ou para novos regimes».

Mas não. Isto, evidentemente, é apenas uma teoria de conspiração. Ou não? Mas vamos com calma. Havia um homem que quando queria “ligar para a Europa” nunca sabia o número que devia discar – tão fragmentado estava o Velho Continente. E isto era realmente estúpido, até descortês, porque o seu livro de endereços estava a rebentar pelas costuras com tantos números de telefone. Seria muito mais delicado se a Europa finalmente se unisse e fornecesse um número homogéneo ao simpático senhor. Afinal, como globalista principal é algo que se pode esperar. Estamos a falar do chefe Bilderberger, Henry Kissinger.

Afinal, ele sempre foi fã das “grandes soluções”. No meu anuário de 2012 citei um artigo de Kissinger, do New York Times, de 12 de Janeiro de 2009. Nele, Kissinger aplaudiu “The Last Chance for a New World Order”. Ele não se preocupou muito com a crise, mas observou que a «situação instável do sistema internacional apresentava uma oportunidade única para “uma diplomacia criativa”». Vamos deter-nos um minuto na palavra criativa que é frequentemente utilizada como eufemismo de irregular. Pensamos, por exemplo, em “gestão criativa”. «A crise económica absorve as energias de todas as grandes potências», aplaudiu Kissinger no Washington Post, em 22 de Abril de 2009, em “Os desafios da política externa de Obama”. «Nunca se apresentou uma oportunidade destas para encontrar soluções abrangentes», exultou o importante geoestratega. «A actual política económica internacional parece estar baseada na ilusão de que mal a presente crise tiver passado o antigo sistema globalizado poderá ser restaurado», disse Kissinger. No entanto, foi precisamente o desequilíbrio entre a organização económica e a organização política do mundo o motivo principal para a crise. Isto traduzido significa que enquanto a economia é organizada globalmente, a política é organizada nacionalmente. É o que ouvimos agora os nossos dirigentes políticos alemães dizer. Em vez de recuar um ou dois passos, a União política tem de seguir a economia.

Na verdade, só uma crise global oferece uma oportunidade única para uma remodelação abrangente da situação política. «O exemplo mais terrível, neste capítulo, é o nosso», disse Wilhelm Hankel, professor de economia, em 2009. «Sem Sexta-feira Negra não haveria Hitler. A consequência da Sexta-feira Negra não foi apenas o colapso do sector bancário, mas o colapso da economia real». E com isso, também do sistema político. É este modelo que gostariam de ter repetido, a nível global. Em todo o caso, ao lermos com atenção o artigo de Kissinger “The Chance for a New World Order”, de 12 de Janeiro de 2009, reparamos que ele evita mencionar, mesmo vagamente, qual a ordem global política, ou qual o sistema global político que imagina. É precisamente em relação a isso que as mais recentes revelações sobre um governo quase absolutista nos abriram os olhos (Spiegel Online, 12.6.12). Como Kissinger disse ao amigo David Rockefeller numa reunião da Comissão Económica das Nações Unidas, em 14 de Setembro de 1994: «Tudo o que precisamos é uma grande crise certa, e as nações aceitarão a nova ordem mundial». Daqui se percebe que não se trata apenas da Europa (isso é só um passo intermediário), mas sim de todo o mundo.

Bem, então divirtam-se.


Fonte: KOPP On-line (14.6.2012)


Lido: 4588

  Comentários (2)
1. Escrito por André, em 26-06-2012 11:50
Sad but true. 
George Orwell avisou-nos há 60 anos atrás.
2. P P Coelho
Escrito por André, em 28-06-2012 10:38
Há 2 dias, Passos Coelho druante uma entrevista em directo, na Siemens de Alfragide, defendeu ás claras e publicamente a « criação de um governo europeu e um tesouro europeu »...passo a passo ficam cada vez mais descarados nas suas intenções...

Escreva um comentário
  • Por favor, faça um comentário relacionado apenas com o artigo.
  • Os comentários serão validados pelo administrador antes de aparecerem no site.
  • Evite erros ortográficos e/ou gramaticais.
  • Ataques verbais e/ou pessoais não serão publicados.
  • Não utilize os comentários para fazer qualquer publicidade.
  • Se preferir, não necessita de indicar o seu e-mail.
  • Caso tenha indicado um código de validação errado, faça *Refresh* para obter um novo.
Nome:
E-mail:
Página Pessoal:
Título:
Comentário:

Código:* Code
Pretendo ser contactado por e-mail caso haja futuros comentários

Powered by AkoComment Tweaked Special Edition v.1.4.6
AkoComment © Copyright 2004 by Arthur Konze - www.mamboportal.com
All right reserved