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Controlo da população no foco da política externa dos EUA
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Por F. William Engdahl

Fonte: KOPP ONLINE - http://info.kopp-verlag.de/hintergruende/geostrategie/f-william-engdahl/bevoelkerungskontrolle-im-fokus-der-us-aussenpolitik.html

A Secretária de Estado americana Hillary Clinton anunciou um aumento sem precedentes dos recursos públicos para o controlo e a redução da população nos países em vias de desenvolvimento, que passarão a fazer “parte essencial da política externa dos EUA”. Desde meados da década de ’70, quando o Secretário de Estado Henry Kissinger redigiu o famigerado documento secreto NSSM 200 sobre o controlo populacional e o colocou, em segredo, na agenda da política externa dos EUA, o controlo da natalidade e a redução secreta da população tornaram-se num objectivo importante da política eugénica dos Estados Unidos.

A Secretária de Estado americana Hillary Clinton anunciou um novo programa que, segundo as suas declarações, passará a ser a peça central da política externa dos EUA. O novo programa chama-se Global Health Initiative (Iniciativa para a Saúde Mundial). Será generosamente financiado, numa altura em que o governo se está a afundar em dívidas. Segundo a senhora Clinton, nos próximos 6 anos, os Estados Unidos vão gastar 48 mil milhões de euros em programas de práticas contraceptivas e para melhorar o “planeamento familiar”, em todo o mundo.  Por outras palavras, a eugenia e o controlo da população são o novo cerne da política externa dos EUA.

A senhora Clinton anunciou o programa numa conferência internacional sobre população e desenvolvimento. Ela disse, especificamente: “Além de mais recursos, lançámos um programa que será o cerne da nossa política externa. Ou seja, o Global Health Initiative em que nos comprometemos a investir 63 mil milhões de dólares (48 mil milhões de euros) para a promoção da saúde mundial, no prazo de 6 anos. A finalidade é reduzir a mortandade materna e infantil, evitar milhares de gravidezes não desejadas e milhares de novas infecções pelo HIV. Com esta iniciativa, propomos novos caminhos para o controlo de doenças e para a promoção da saúde.” (1)

Para os que não estão familiarizados com a ambígua linguagem orweliana do Governo dos Estados Unidos, ela diz aqui que a eugenia é prioritária na política externa dos EUA. Tal como eu explico no meu livro “Sementes de Destruição”, através de  numerosos exemplos históricos, a eugenia era um movimento pseudo-científico, assente em argumentos falsos, que surgiu após a II Guerra Mundial, nos EUA e em Inglaterra, com a finalidade de assumir o controlo genético da população humana, onde os socialmente “indesejados” seriam eliminados e seriam “criadas” elites, sistematicamente. Poucos sabem que a Fundação Rockefeller em Nova Iorque apoiou, financeiramente, as pesquisas sobre eugenia na Alemanha nazi, na forma de fundos entregues ao Kaiser-Wilhelm Institute, até à eclosão da guerra, em 1939. Essa pesquisa eugénica incluía as esterilizações compulsivas dos “indesejados” e terríveis pesquisas humanas que a Fundação Rockefeller e os principais dirigentes da American Eugenics Society aclamavam como sendo “modelares”. No fim da guerra, quando através dos processos de Nuremberga os crimes nazis se tornaram públicos, os Rockefeller anunciaram que – por motivos políticos – eugenia passaria a chamar-se genética. (2)

Em 1974, Henry Kissinger, um dos favoritos da família Rockefeller e Conselheiro da Segurança Nacional do Presidente Richard Nixon, escreveu o memorando NSSM 200, altamente confidencial. O título era “O significado do crescimento da população mundial para a segurança e os interesses externos dos EUA”. Aconselhado por John D. Rockefeller III, o Population Council  proporcionou a Kissinger o argumento aventureiro de que a segurança nacional dos Estados Unidos dependia da introdução de medidas de controlo populacional em países em vias de desenvolvimento como o Brasil, a Indonésia e a Turquia, que tinham abundantes riquezas minerais e petróleo. (3)

Kissinger declarou que, sem uma redução da população em países como estes, os governos ficariam sob uma pressão crescente para usarem as suas matérias-primas e riqueza em petróleo para financiar o seu próprio desenvolvimento económico. NSSM foi mantido confidencial até 1990.

Está provado que, com frases tão inofensivas e de cariz humanitária como “melhoria da medicina reprodutiva” que a sra. Clinton usou, o governo dos EUA e instituições como o UN Fund for Populational Activities (Fundo das Nações Unidas para a População, que hoje se chama United Nations Populations Fund mantendo, contudo, a sigla UNFPA), estão comprovadamente empenhados em acções de esterilização maciça de mulheres e de aborto compulsivo. No fim da década de ’90, o ditador peruano Alberto Fujuimoro pediu ao UNFPA que assumisse o comando do seu “Programa Nacional para a População”. Consequentemente, cerca de 300.000 peruanas pobres foram compulsivamente esterilizadas. Além disso, elas serviram de cobaias, sem o seu conhecimento, para testar novos medicamentos, muitas vezes com consequências mortais.

Há décadas que o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) fomenta o aborto, a esterilização forçada e a tomada de medidas radicais para a redução da população, em todo o mundo. Segundo a senhora Clinton explicou, o governo americano aumentou os recursos financeiros para a organização. “Este ano, os EUA renovaram o financiamento da medicina de reprodução  através do Fundo das Nações Unidas para a População, e mais subsídios estão a caminho. (Aplauso). Recentemente, o Congresso dos Estados Unidos autorizou a atribuição de mais de US$ 648.000.000 para planeamento familiar e programas de saúde reprodutiva, no estrangeiro. Este é o maior valor que tivemos, em mais de 10 anos - talvez eu deva acrescentar ainda – desde a última vez que tivemos um democrata como presidente.(Aplauso)” (4).

Além disso, a senhora Clinton anunciou um novo Global Health Initiative para os EUA que designou como sendo o ponto fulcral da política externa do país. Com isto, serão disponibilizados, nos próximos 6 anos, 63 mil milhões de dólares, provenientes do dinheiro dos contribuintes americanos, para promover o aborto, a esterilização e o “planeamento familiar”,em todo o mundo. Devido à eficácia de cerca de 35 anos de apoio americano às medidas de controlo populacional da ONU e dos milhões de dólares de subsídios – existe o perigo para a humanidade, não de uma “explosão démica” (da qual os advogados eugénicos como o Príncipe Filipe de Inglaterra tanto gostam de falar), mas sim de um declínio da população mundial.

A redução da população nos países em vias de desenvolvimento não faz apenas parte da política externa dos Estados Unidos. De acordo com o relatório anual de 2008, o UNFPA recebeu os seus recursos principalmente de governos europeus. Do total de US$ 845.000.000.

118 milhões foram doados pelos Países Baixos, 67 milhões pela Suécia, 62 milhões pela Noruega, 54 milhões pela Dinamarca, 53 milhões pela Grã-Bretanha, 52 milhões pela Espanha e 10 milhões pelo Luxemburgo. A Comissão Europeia contribuiu com 36 milhões de dólares.

Em Maio de 2009, Bill Gates, Ted Turner da CNN, Warren Buffett e demais “bilionários” seleccionados, encontraram-se na casa nova-iorquina de David Rockefeller, presidente do Rockefeller University, para fundar um clube que chamaram The Good Club (O Clube Bom), segundo a melhor forma orweliana. Nesta ocasião, alegadamente, só falaram sobre a maneira como seria possível reduzir a população mundial, ao longo das próximas décadas. Parece que o Departamento de Estado da senhora Clinton já se encontra nos bastidores.

Fontes:

(1) Hillary Rodham Clinton, Secretária de Estado, Observações sobre o 15º Aniversário da Conferência Internacional sobre População e desenvolvimento, Washington DC, 8 de Janeiro de 2010.

(2) F. William Engdahl, “Sementes da Destruição: O lado obscuro da manipulação genética”, editora Kopp, Rottenburg, 2007, p. 132 e ss.

(3) Henry Kissinger, Memorando de Estudo da Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a segurança dos EUA e os seus interesses ultramarinos, 24 de Abril de 1974, Conselho de Segurança Nacional, Washington DC, em http://www.population-security.org/11-CH3.html

(4) Hillary Rodham Clinton


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  Comentários (1)
1. Genética ou eugenia - prestidigitação se
Escrito por Nuno Manuel Oliveira, em 10-12-2012 22:06
É certo e sabido que os avanços a nível científico podem ser deturpados, atribuindo-lhes uma valência tanto política como económica que diverge daquilo que lhe está na origem: a utilização da genética (ou eugenia?) para a promoção de hábitos menos propícios dos países superpotências, a coberto de «ideias politicamente correctas», como está agora em voga dizer. Os Estados Unidos - assim como a própria União Europeia, tradicionalmente divergente dos EU (?) - têm a sua própria Agenda comum ('agenda' e não 'agendas', como seria de esperar). Seria de esperar que esse «dinossauro institucional», que é a UE, nos «protegesse» do «mamute» estado-unidense, mais habituado a diferenças de temperatura (também no espectro político!) drásticas, que parecem conciliar o extremar de posições, de toda a índole. Contudo, a Europa já conseguiu (!) de tal forma enganar os incautos, que já nem sequer o dito «cidadão europeu» opera a «duas velocidades», com as assimetrias regionais e nacionais a tornarem-se em lugar-comum, cada vez mais. De onde deriva esta «refracção individual» do sol europeu? Do facto de que poucos ou nenhuns já crêem no modelo europeu, tal como foi congeminado há dois séculos. Nos séculos que antecedem este perigoso século XXI, havia ainda, contudo, a possibilidade de «haver uma verdadeira 'Experiência'. o que já não acontece hoje em dia, com o «pôr-do-sol» pós-modernista, ilustre rosto da crescente Secularização. Este é o terreno favorável à eclosão de toda a espécie de «movimentos sem rei nem roque», de que é um exemplo paradigmático, e mediático a toda a brida, o assassinato de diversos jovens noruegueses na ilha isolada ao largo da Noruega. E é assustador verificar quão perigosa é a Internet se utilizada para propagar ideologias que se julgavam extintas, ou de realização incipiente: neonazismo, Al-Qaeda, etc. 
Nesta ausência total de valores, a Europa quer alguém que, longe de perpetuar este clima de mau-estar permanente, siga o caminho certo, não ressuscitando ideias populistas e grosseiramente demagógicas (não confundamos 'eugenia' com 'genética', apesar da fonética ser semelhante), como fez a Sra Hillary Clinton, secretária de Estado de um país que já não consegue fazer vingar a ideia do «Sonho Americano» per se, perante o qual já muitos se retractam. Que quer Sílvio Berlusconi, que quer Hugo Chavez, mesmo a morrer de cancro? Querem ambos, a pretexto de atitudes populistas (muito semelhantes às do líder madeirense, Alberto João Jardim...), realizar a ideia de um «Sonho Europeu/Sul-Americano», através do contágio com as suas «pequenas loucuras», para não dizer «coisas ridículas» que, longe de provocarem uma «boa impressão» nos eleitores, afeitos já a estas «palhaçadas», se convencem que mesmo a extrema-direita não agirá contra os seus interesses, podendo votar na mesma, na ocasião propícia. Dos Estados Unidos, espero tudo; da Europa, da Velha Europa, com Amsterdão como capital da tolerância (que dizer no que toca à distribuição de drogas legais nas «smartshops»?), não esperaria tanto... Pelo que é um terreno favorável para as conquistas desse infame «Clube Rockfeller», um dos piores divulgadores desse «sonho americano» que já nada tem de bom a dar a este mundo. 
Que fazer, pois? Que haja nesses países em vias de desenvolvimento (nos quais, já antes da II Guerra Mundial, a Alemanha, que se encaminhava para a vigência do nazismo, praticava experiências eugénicas (e não 'genéticas', reitero-o), em 1939) uma opinião pública formada, nomeadamente em torno do aproveitamento das imensas riquezas naturais, com uma moeda forte (susceptível de fazer frente ao dólar e ao iene), compradas pelas superpotências actuais (EUA, UE, Países Árabes), que fomentam a guerra com o interesse de açambarcarem essas riquezas, ao assassinar aqueles que poderiam vir a aproveitá-las, vendo-se numa situação delicada. Não cometamos o erro, contudo, de proceder a uma «descolonização selvagem» de África, com países superpotências a tomar partido dos apoiantes do Estado e das guerrilhas, tornando esses países-vítimas uma manta de retalhos, um mosaico em que o próprio poliglotismo contribui para uma fragmentação étnica ainda maior, suscitando a existência de países sem fronteiras definidas. É necessário que essas fronteiras existam, com as línguas autóctones (africanas, asiáticas, e não só) a vigorarem nos territórios respectivos. A unidade linguística conduzirá, em seguida, e fruto de uma opinião pública não viciada (com os caciques a comprarem o voto dos eleitores), a um mundo em que a riqueza será repartida de forma equitativa, dado que importa, de resto, que, em razão da conjuntura económica global que estamos a atravessar, haja muitos nascimentos, não de forma caótica, mas salvaguardando as instituições do chamado «Estado Social» que nivelam disparidades e contribuem, em última análise, para a não difusão de doenças graves que são um estigma quer para os habitantes de cada país - por ora, não se falará ainda de 'Nação' ou 'Estado-Nação' - quer para as superpotências, nomeadamente os EU, que muito têm a ganhar com a exportação do modelo capitalista, susceptível de realizar a «démarrage» que tanto importa realizar nesses países de economia deficitária, nivelando, pela ajuda prestada (financeira e não só), as disparidades observadas (e) observáveis a longo trecho.

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