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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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A Rosa Mística e a Terceira Missão
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Por Eduardo AmaranteImage

É nos momentos difíceis que o Português revela o que de melhor tem dentro de si.

Quando, por todo o mundo, o Papa e a Igreja são ferozmente atacados, Portugal acolhe com a sua proverbial hospitalidade e, mais do que isso, com o seu coração místico, Bento XVI, dando testemunho vivo da sua genuína espiritualidade e da sua grandeza de alma. Quando os outros vilipendiam e enterram, Portugal eleva e glorifica.

Com a visita Papal, Portugal recebeu de Bento XVI uma inestimável mensagem de esperança, mas também deu a Sua Santidade todo o seu fervor místico, assente na sua natural vocação humanista e universal.

Num mundo cada vez mais globalizado no materialismo, Portugal reafirmou a contra-corrente de um espiritualismo que se quer universalista. É um reduto de esperança num mundo que se desmorona sem fé e sem crenças.

Bento XVI, ainda no avião e antes de pousar em solo lusitano, assinalou que o maior inimigo da Igreja e da Fé cristã reside no seu próprio seio e também disse explicitamente que o perdão cristão não substitui a justiça, condenando inequivocamente as nódoas pecaminosas de ovelhas transviadas.

Já em terra, captando a atmosfera mística da Terra de Santa Maria e absorvendo as energias telúricas de Belém e do Terreiro do Paço, que deixavam transparecer toda a força da seiva lusitana espalhada pelos quatro cantos do mundo através da segunda Missão cumprida pela Ordem de Cristo nos Descobrimentos, Bento XVI, um filósofo místico alemão, convocou os Portugueses para o cumprimento da Terceira Missão, exortando-os a que a levem a cabo e dando-lhes o testemunho e instrumento simbólico-esotérico que, em linguagem cristã, corresponde ao selo e à bênção do Pontífice da civilização cristã.

Em primeiro lugar, e defronte do simbólico cais das colunas, de onde partiram as nossas naus e caravelas a espalhar a fé cristã por todo o orbe – e se mais mundos houvera – o místico alemão exortou Portugal a ser o garante da fé cristã numa Europa de raízes e tradições cristãs;

Em segundo lugar, convocou Portugal para, de novo, dar novos mundos ao mundo, agora com as caravelas do espírito;

Em terceiro lugar, seguindo o exemplo da Ordem de Cristo e dos seus antecessores Templários, o Pontífice da cristandade reiterou a vocação ecuménica dos Portugueses, a sua capacidade de entendimento com os outros povos e culturas, a sua tolerância e sentido da solidariedade para exortar Portugal ao encontro espiritual com os crentes de outros credos religiosos, fazendo lembrar que o Pai celestial ou Deus-Pai é comum a todos os povos da Terra.

Em quarto lugar, reafirmou o sagrado vínculo espiritual, tão exaltado por São Bernardo de Claraval, de Portugal a Santa Maria, Nossa Senhora. E, neste sentido, reconheceu o lugar mágico e sagrado de Fátima, como o centro catalisador e emissor da poderosa energia espiritual que daí irradiará para o mundo.

Em quinto lugar, o Pontífice estabeleceu uma ponte entre o mundo terreno e o mundo celeste, entre o profano e o sagrado, assinalando a natureza espiritual do homem e os alicerces em que deve assentar: A Verdade, o Bem e o Belo. Esta é a tríplice chave para a nossa conduta espiritual no mundo da existência material, chave essa que nos libertará, aproximando-nos do Divino.

Em sexto lugar, o Papa consagrou Portugal no cumprimento da sua missão espiritual, depositando no seio do mais potente foco de energia espiritual em actividade, a “Rosa de Ouro”, isto é, a Rosa mística com um coração no seu interior, sobreposta à Cruz de Cristo.

Em sétimo lugar, Bento XVI apelou perante milhões de fiéis à seiva lusitana para levar novos mundos espirituais a um mundo cada vez mais descrente e dessacralizado e, com isso, despertou ancestrais atavismos de carácter espiritual e universal no Povo Português, ou seja, apelou-o à consumação do Quinto Império, consagrado, como outrora haviam sido os Templários, por um místico da mesma origem germânica de São Bernardo e de D. Afonso Henriques, unindo, no Presente, o nosso glorioso Passado a um futuro de Missão a ser cumprida.

Antes de deixar o solo português, o Papa chamou aos Portugueses “este povo glorioso”.

A partir de agora vivemos um momento único na nossa história, talvez só comparável ao da Fundação e ao dos Descobrimentos. É um momento de Esperança e de Desafio, de União e de Missão.

Sua Santidade, filósofo e místico alemão, realçou a importância de ligar a Fé à Razão, a Ciência à Religião, características essas que marcarão a humanidade do futuro. E depositou em Portugal toda a confiança e esperança, baseadas na Fé e na Razão, no desempenho da sua missão, como um farol (nas suas próprias palavras) do espírito para a humanidade.


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  Comentários (6)
1. Estado Laico
Escrito por António Barreto, em 17-05-2010 20:54
Os "construtores do Portugal Novo" vêm desmantelando metodicamente todos os pilares da nossa identidade a fim de nos imporem os seus deuses de pés de barro. Portugal é, de Direito, um Estado Laico, como não se cansam de repetir. O Povo Português não!
2. Escrito por João Acabado, em 19-05-2010 11:09
Assim Deus queira e permita!
3. Escrito por JoãoS.F.Acabado, em 04-06-2010 10:31
Assim Deus o queira e permita. 
O vento sopra forte!
4. Papa e Vaticano
Escrito por Rogério Maciel, em 03-07-2010 17:34
Caro Eduardo Amarante , sou Português !Cheio desse Ecumenismo natural que qualquer Português vive em si mesmo.Em tudo o que disse , plenamente me identifico ...sou Cristão , no que ser Cristão significa Viver a Palavra de Cristo , mas sem estar ligado a nenhuma religião .Por tradição sou católico , mas sigo a Tradição Cristã que D Afonso Henriques professava e que existe também no Fundo de cada Português .O nosso 1º Rei apenas (e aparentemente) respeitava o Vaticano e o Papa , porque queria o reconhecimento político de Portugal , mas , como se sabe, não nutria particular respeito pelo vaticano e papado , sendo ele próprio a nomear os bispos em Portugal .Ser vassalo do vaticano não estava nos planos dele e , como se sabe, significa dependência de um poder internacional , um estado dentro de cada Nação , que se imiscuia em todas as decisões importantes .Já para não falar dos actos mais que reprováveis , criminosos que a História nos relata tão eloquentemente , ao nível da perseguição , tortura , censura , assassínio de milhões de inocentes em nome de Deus , para impôr a adulteração da Palavra de Cristo por eles cozinhada em Concílio(segredo) , de forma a melhor controlarem as almas e as nações . Tendo tudo isto em conta , mesmo ainda sem se saber até que ponto vai a ligação do Vaticano ao Governo Ditatorial Mundial , não comprendo(i) o seu texto , principalmente vindo de um Português Ilustre como é o Eduardo Amarante . Ou seja , compreendo profundamente o que diz sobre Portugal e o Povo de Portugal , mas não a sua apologia ao papado e ao vaticano , dos quais tenho a mais negra das impressões e cuja acção ao longo dos anos me cheira sempre a esturro ...não nego , e sinto-me grato por toda a muita gente boa dentro do catolicismo e tudo o que de Bom e de alta qualidade a vários níveis tem sido feito por muitos Católicos , padres , bispos ou leigos ao longo dos anos. Tradicionalmente sinto-me católico até pela Tradição de Portugal e do Povo Português (em tudo o resto me Sinto Português : o Amôr a Deus , Pai Filho e Espírito Santo , o Amôr á Imaculada e ás Tradições Católicas) , mas não confundo Cristãos com Católicos ( Um católico pode ser Cristão , mas um Cristão é Cristão , por seguir Cristo , sem subverter ( como o Vaticano sempre fez e faz), escondendo Evangelhos , acrescentando , modificando , retirando algo á Palavra do Mestre )uma subversão etimológica hábilmente prepertada por Roma , para a manutenção do seu poder mundano sobre as almas .Não sou vassalo de Roma e não acredito que A Hora de Portugal possa chegar se Portugal não se Libertar da dependência não só (e principalmente) de Roma , mas de todos os elementos estranhos á substância de Portugal . 
Por isso , não me leve a mal a minha estranheza , mas quis transmitir-lhe este sentimento , algo que logo quiz fazer quando li o seu texto . 
Cumprimenta-o com consideração, 
 
Rogério Maciel
5. Escrito por Eduardo Amarante, em 10-07-2010 10:16
Caro Rogério Maciel, 
Concordo com praticamente tudo o que disse e compreendo perfeitamente a sua perplexidade perante a minha aparente defesa da Igreja Católica e do Vaticano. Acontece, porém, que não defendi no artigo o Vaticano, mas sim a figura e a mensagem deste Papa. Há no Vaticano duas forças contrárias em luta. Uma delas pretende não só destruir a Igreja Católica como a essência do próprio Cristianismo. Devemos estar muito atentos a este facto, não contribuindo com a nossa candura cristã para os propósitos daqueles que servem as forças do materialismo e da dissolução. Este Papa, provavelmente guiado por forças superiores, veio a Portugal dar uma mensagem e apelar ao Povo Português - e à sua Fé na Virgem, nos seus Antepassados e nas poderosas energias telúricas que protegem esta Terra Sagrada de Santa Maria, do Arcanjo São Miguel e de Endovélico (divindade lusitana associada a S. Miguel) - que resgate o verdadeiro Cristianismo (as entrelinhas da sua mensagem são bem explícitas) e dê início ao movimento heróico-espiritual que levará a cabo a 3ª Missão (a que falta cumprir), que é a implantação do Quinto Império no Mundo sob a égide do Espírito Santo. 
Eduardo Amarante
6. Compreendo
Escrito por Rogério Maciel, em 25-07-2010 11:31
Caro Eduardo Amarante , 
 
Compreendo o seu ponto de vista , que vai ao encontro do que lhe disse primeiro sobre todas as boas pessoas que existem no seio do catolicismo .É capaz de ter razão , e este Papa ser uma delas , um enviado do Espírito Santo . 
Como sabe a história negra dos segredos escabrosos do vaticano , faz-nos sempre desconfiar .Até há pouco tempo tinha um sentimento misto de desconfiança e de estranheza sobre o Bento XVI , mas não lhe tinha fechado a porta , uma vez que ainda tenho em mente , o que o (então) cardeal Ratzinger dizia sobre Portugal e os Portugueses , a sua Missão de Portadores da Esperança para o Mundo , o Orgulho e a autoestima que os Portugueses deveriam ter por isso mesmo que foi dito por Nossa Senhora em Fátima sobre Portugal e os Portugueses. 
Não foram estas as palavras textuais, mas era isto que ele queria dizer(tenho o recorte de jornal religiosamente guardado) . 
Bem , parece que ele continua a sentir o mesmo por Portugal e se o Eduardo Amarante confirma que , no meio das trevas do vaticano , Ratzinger é um foco de Luz , não o negarei e estarei atento ás acções e palavras futuras de Bento XVI . 
Mas , sendo assim , Bento XVI está em perigo de vida real , tal como infelizmente aconteceu com João Paulo I ... já agora , o que pensa sobre João Paulo II ?Se ele durou tanto tempo , não será que andava a dar uma no cravo , outra na ferradura ? 
Quanto ao Império do Espírito Santo , para além da minha acção pessoal de vida , existe alguma coisa que eu possa fazer para colaborar convosco nessa Missão ?(Há pouco tempo estive com o Rainer na Quinta Wimmer , sobre o livro das Espadas e Tomates ...) 
Cumprimentos . 
Rogério Maciel

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