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Os retoques finais nos vários planos de contingência para atacar o Irão Aviso Aquariano 10 Por David DeBatto Fonte em inglês: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9437 Nota do editor: Trazemos à atenção dos nossos leitores o cenário de David DeBatto, quanto ao que poderia acontecer se um dos vários planos de contingência para atacar o Irão, com a participação de Israel e da NATO, fosse executado. Embora se possa discordar de alguns elementos de pormenor do texto do autor, o ímpeto desta análise tem de ser levado a sério. Depois disso – HÁ APENAS UM CAMINHO!
“Israel declarou que um ataque ao Irão seria inevitável” se o regime islâmico continuasse a avançar com os seus alegados planos para construir uma bomba atómica”. (Londres, Daily Telegraph, 11/6/2008) "Na quarta-feira, Angela Merkel, Chanceler da Alemanha, juntou a sua voz à do Presidente Bush para pedir o aumento das sanções contra o Irão, se este não suspendesse o seu programa de enriquecimento de urânio.” O Presidente Bush voltou a salientar que “todas as opções estão em cima da mesa”, o que inclui a força militar. (The New York Times, 11/6/2008)
Estamos a aproximar-nos a passos largos dos últimos meses da Administração Bush. O atoleiro no Iraque já vai no seu sexto ano doloroso sem qualquer fim à vista, e a guerra esquecida no Afeganistão já vai no seu sétimo ano. Os “irredutíveis” e demais facções armadas continuam vivos e de boa saúde, no Iraque, e os Taliban do Afeganistão controlam, de novo, a maior parte do país. O preço do petróleo já atingiu uma média de 4 dólares por galão, nos EUA, e vários analistas prevêem que o preço irá atingir os 5 a 6 dólares por galão, nas estações de serviço, até ao dia 1 de Maio. E isto, apesar das promessas de alguns dos grandes apoiantes da decisão de invadir o Iraque, ou seja, que a guerra do Iraque “pagará as suas próprias despesas” (Paul Wolfowitz) e que “veremos o preço do barril de petróleo descer para os 20 dólares se invadirmos o Iraque” (Rupert Murdoch). Uma das coisas que o Pentágono faz regularmente (e fá-lo muito bem) é os jogos de guerra. Oficiais de alta patente estão constantemente a desenvolver estratégias para conduzirem missões teoréticas baseadas em ameaças reais, ou vislumbradas, contra a segurança nacional ou os interesses vitais dos EUA. A preparação de uma nova embrulhada no Médio Oriente Também se prepararam antes da invasão do Iraque, mas a Administração Bush decidiu não dar ouvidos aos terríveis avisos dos líderes do Pentágono, quanto à missão, nem ouvir os avisos dos chefes dos seus Serviços Secretos. Seja como for, os jogos de guerra estão de novo a funcionar em pleno, encontrando-se o alvo mesmo à direita do nosso “desastre” actual. O Irão. Não é segredo nenhum que os EUA estão a dar o retoque final em vários planos de contingência para atacar as instalações nucleares e militares do Irão. Com as nossas forças terrestres estendidas até ao ponto de ruptura, no Iraque e no Afeganistão, nenhum dos cenários mais prováveis envolve uma invasão terrestre. Não é que esta Administração não preferisse avançar por detrás de uma sólida fila de tanques M1 Abrams para ocupar o lugar do Islão xiita e reclamar o país para a democracia. Até o Presidente Bush sabe que isso já não pega, assim, ele e os seus neo-conservadores terão de se contentar com técnicas de subversão militar. Desta vez não será tarefa fácil Se invadirmos o Irão, este ano, será através de centenas de surtidas de aviões provenientes de porta-aviões estacionados no Golfo Pérsico e aviões estacionados no Iraque e no Qatar. Eles vão atacar as instalações nucleares que se encontram em Teerão e no resto do país, tal como as grandes bases militares, as instalações de defesa antiaérea e das unidades dos Guardas Revolucionários (uma potente e independente organização paramilitar iraniana). Será que esta acção militar vai impedir o Irão de desenvolver armas nucleares? Naturalmente, não vai. É provável que nem sequer destrua todas as suas instalações de pesquisa nuclear. Sabe-se que as mais sensíveis se encontram debaixo do solo e que estão protegidas por toneladas de terra, de betão armado e de aço, projectadas a aguentar praticamente qualquer ataque com armas convencionais. É provável que o exército iraniano e a Guarda Revolucionária também sobrevivam, embora sofram baixas significantes. As bases importantes e os centros de comando serão, sem dúvida, destruídos. Contudo, dado que o Irão tem uma Força Aérea, uma Marinha (com submarinos) e instalações modernas de defesa antiaérea, os bombardeiros americanos também sofrerão baixas. Esta não será uma tarefa fácil como foi a invasão do Iraque, encabeçada pelos EUA, em 2003, quando o exército iraquiano desapareceu e a força aérea nem sequer um avião mandou entrar em acção. Americanos, preparem-se para o choque Se os Estados Unidos atacarem o Irão este Verão, ou no Outono, é melhor que o povo americano esteja preparado para sofrer um choque que poderá atingir a psique (e a economia) nacional ainda mais do que em 11 de Setembro. Primeiro, porque vai haver baixas americanas significativas durante a invasão inicial. Aviões a jacto americanos serão abatidos e os pilotos que não morrerem serão feitos prisioneiros. Incluindo pilotos femininos. Yakhonts 26, Sunburn 22 e mísseis Exocet iranianos atacarão grupos de combate navais americanos encurralados nas águas estreitas do Golfo Pérsico, com resultados muito devastadores. Marinheiros americanos serão mortos e navios americanos serão muito danificados, e talvez até afundados. Somos capazes de assistir ao primeiro ataque a um porta-aviões americano desde a II Guerra Mundial. Será apenas o início Israel (que até agora se tem mantido afastado, deixando o exército americano fazer o trabalho) é atacado a uma coordenada e vasta escala, pelo Hezbollah. O enorme e terrível número de baixas, algo que dantes era considerado impensável, paralisa o país. A Síria, a mais recente aliada do Irão na região, lança uma barragem de mais de 200 mísseis Scud B, C e D contra Israel, cada um com ogivas de gás VX. Dado que todo o território de Israel está ao alcance destas armas de fabrico russo, Haifa, Tel Aviv, Jerusalém e, virtualmente, todos os grandes centros civis e várias bases militares serão atingidos, havendo em muitos casos baixas maciças. O Irão encerra o estratégico Estreito de Ormuz A Força Aérea israelita envia as suas três esquadrilhas de bombardeiros Sufa F-161 para atacarem Teerão e tantas bases militares e nucleares quantas puderem antes de serem abatidas ou ficarem sem combustível. Para alguns piloto será uma viagem sem retorno. A sua pátria ancestral está em ruínas. Muitos têm família que já estará morta ou a morrer. Eles não esperam pela autorização de Washington, ou dos comandantes militares regionais dos EUA. Os aviões israelitas levam a maior parte do arsenal nuclear do país debaixo das suas asas. Logo após as primeiras ondas de bombardeiros dos EUA terem penetrado no espaço aéreo iraniano, a marinha iraniana, utilizando mísseis instalados no litoral e embarcações de ataque rápido afundam vários navios petroleiros, no Estreito de Ormuz, selando assim o Golfo Pérsico e todo o seu petróleo do resto do mundo. A seguir, minam a zona, tornando difícil, até letal, aos caça-minas americanos limparem o estreito. O que ainda restar da Marinha e da Força Aérea iraniana fustigará a Marinha americana, enquanto esta tentar levar a cabo operações de limpeza. Mais baixas americanas. O preço do petróleo sobe vertiginosamente e o país pára No dia após a invasão, Wall Street (e algo menos Tóquio, Londres e Frankfurt) age como sempre durante uma crise internacional. A compra irracional e especulativa de petróleo atinge o seu auge e empurra os preços ainda mais para cima. No rescaldo da invasão americana do Irão, o preço do petróleo atinge os 200 – 300 dólares o barril, no mercado aberto. Se a guerra não for resolvida em poucas semanas, o preço pode subir ainda mais. Algo que poderá levar a gasolina atingir os 8 a 10 dólares por galão, nas bombas de gasolina e, subsequentemente, o preço subir para níveis incrivelmente mais elevados. Se isso acontecer, os Estados Unidos vão parar. A maioria dos americanos não terá dinheiro para comprar gasolina para poder ir trabalhar. Os camionistas limitar-se-ão a encostar as suas viaturas na beira da estrada e afastar-se-ão a pé. Alimentos, medicamentos e demais produtos vitais não serão entregues nas lojas. O gás e a electricidade (ou o que deles ainda restar) serão demasiado caros para o comum das pessoas poder comprar. Reinará o caos nos EUA e eles tornar-se-ão um país do Terceiro-Mundo As crianças, os enfermos e os idosos vão morrer por falta de ar condicionado nas casas e nos hospitais, no Verão. As crianças, os enfermos e os idosos vão morrer no Inverno por falta de aquecimento. Haverá motins devido à falta de alimentos em todo o país. Um sistema de trocas substituirá a moeda e o crédito, à medida que a economia se desmorona e os bancos encerram, ou limitam os levantamentos. A agitação civil cresce. A polícia não consegue conter a violência e ela própria é vítima da mesma crise que o resto da população. O governo civil desmorona-se e é declarada a lei marcial sob medidas aprovadas no Patriot Act. Forças militares e da Marinha patrulham as ruas. O Governo Federal é transferido para um lugar desconhecido mas seguro. O caos cai sobre os Estados Unidos e eles transformam-se num país do Terceiro-Mundo. A sua era de única super potência terminou. As coisas não se tornam piores do que isto. Então, o primeiro bombardeiro israelita larga a sua carga nuclear sobre Teerão. 23 de Junho de 2008 Global Research
David DeBatto é um antigo agente especial da contra-espionagem militar dos EUA, é veterano da guerra do Iraque e co-autor das séries “CI” da Warner Books e “Counter to Intelligence” da Praeger Security International. Lido: 3707
1. Estudante Escrito por Manuel, em 07-07-2008 13:00 Uma faca de dois gumes. A inevitabilidade do conflito quer pela inacção dos EUA quer pela sua acção. Presos por ter cão presos por não o ter. Então e a Europa? Será arrastada para o conflito, tal como os seus aliados e países da ameaça? será o famoso Armagedão? Oh Nosso Deus! Perdoa-nos pois não sabemos o que fazemos. Todos os homens são irmãos e podemos fazer deste mundo um paraíso! O futuro será utópico ou não haverá futuro. Entendamo-nos! A começar pelo nosso país! |
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