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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
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Pragas Apocalípticas?
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Fonte: "Arachnologische Mitteilungen" (e. o.)Image

Aviso Aquariano 8

No meio de tantas notícias de tornados, tsunamis e terramotos, outras há que passam despercebidas e que também  podem ser vistas como respostas da natureza às violações cometidas contra o nosso planeta.

Quando um vulcão gigante acorda, como agora aconteceu no Chile com o vulcão TITANO, que há muitos milénios não dava sinal de vida, quando se descobre que uma ilha das Canárias está em vias de se partir e deixar cair uma fatia de 500 km cúbicos no Atlântico, o que causaria uma onda de 60 metros de altura e a morte de milhões de habitantes das costas deste grande oceano, acaba-se por não dar peso a notícias surgidas sobre pragas inesperadas de animais.

Tudo em conjunto porém dá para pensar!

Um estudo sobre a fauna da Península da Flórida, revela que entre os anos de 2002 e 2005 se apanharam 201 cobras de grandes dimensões, pitons, o que é bastante assustador. Oriundas da Birmânia foram introduzidas pelo homem como extravagância entre os animais domésticos. Algumas fugiram, outras tornaram-se tão grandes e famintas que os seus donos preferiram libertá-las nos pântanos. Quando estas cobras começaram a comer os gatos e cães da vizinhança, passou o homem a fazer caça às pitons.

Só no ano de 2007 apanharam-se 418. Como as fêmeas de 50 kg sabem armazenar esperma, produzem cerca de 60 a 80 ovos por ano. Os maiores exemplares apanhados na Flórida são de cinco metros e com cerca de 70 kg de peso. Já conseguem caçar e matar aligátores, embora que por vezes cheguem a morrer juntamente com o aligátor engolido! Comer esquilos, coelhos, cães, raposas e porcos é a sua especialidade e receia-se que, tal como em África e na Ásia, também na América o ser humano possa fazer parte da sua ementa.

Resolveu-se fazer um levantamento da quantidade de pitons actualmente existente na Flórida. O biólogo Skip Snow chegou ao  número de 30.000 e  Mazzotti avisa que as pitons estão a dizimar os aligátores bebés e alargar o seu habitat da Flórida para as zonas pantanosas da Georgia e Louisiana.

Enquanto isto, assiste-se na Europa a uma invasão de aranhas gigantes. Trata-se de uma espécie desconhecida que, em adulto, atinge 15 a 20 cm de envergadura, uma dimensão assustadora. Porém, trata-se de insectos inofensivos para o homem; apenas comem outros insectos. Pertencem ao grupo dos " Weberknechte ", com corpos pequenos e pernas enormes. Estes já existem Portugal, mas apenas com a dimensão máxima de 5 cm.

Estas aranhas gigantes, nunca antes vistas, foram primeiro descobertas na Holanda, pelo biólogo Hay Wijnhoven (há pouco mais de um ano), que escreveu agora um trabalho acerca do assunto em conjunto com os seus colegas Martens e Schönhofer, publicado nos "Arachnologische Mitteilungen", uma publicação científica acerca de aranhas. Pensa-se que os primeiros exemplares tenham vindo num transporte de bananas pelo porto de Nimwegen. Já no século XIX, ocorreu uma pequena invasão de tarântulas na Ilha açoriana de São Miguel, vindas em carga sul-americana. Na ilha, apesar de se terem multiplicado, as tarântulas perderam o seu veneno, acabando por se extinguir. Muitos exemplares encontram-se guardados no Museu de Ponta Delgada.

A recente invasão de aranhas gigantes na Holanda, porém, está a tornar-se numa praga de dimensões ainda pouco previsíveis. Da Holanda passaram aos outros estados do BENELUX. De seguida, invadiram a França e a Alemanha, encontrando-se já na Áustria e na Suiça.

Multiplicaram-se com tal rapidez que já se encontram a formar colónias, com milhares de elementos. Numa sala de uma ruína de um castelo alemão, contaram-se cerca de meio milhar de exemplares!

Possuem um comportamento colectivo e quando se aproxima um ser de grande dimensão (homem ou animal), começam a balançar os seus pequenos corpos, como se fossem camas de rede penduradas às próprias pernas. O ritmo dos seus balanços aumenta com a aproximação e transmite-se a todos os outros. Devem-se comunicar por estas frequências porque rapidamente entram num tal frenesim que o tecto da gruta ou sala onde se encontram parece também ondular.

Como outros insectos, também estes atravessam rios, formando bolas de centenas de insectos interligados, que entram na água e deixam-se arrastar até chegarem à outra margem, onde o novelo se desenlaça.

Os cientistas que lhes perseguem o rasto, notaram que o Inverno passado causou grande razia nestes insectos. Porém sobreviveram suficientes para continuar a alastrar a praga. Para já são apenas espécies de outros insectos que sucumbem a esta invasão, na Europa. Ninguém sabe o que o futuro trará!

Estranho é o facto de não se ter tido até agora conhecimento de nenhuma aranha idêntica em parte alguma do mundo. O Saenckenbergmuseum, de Frankfurt am Main,  possuidor de uma coleccão de mais de 1.100 subespécies de aranhas diferentes, de três centenas de grupos principais, não possui nenhum exemplar.

Estão a levantar-se variadíssimas hipóteses para a sua origem, desde fugas de laboratórios militares até inclusões em blocos de gelo vindos do espaço. O grande receio é que o seu comportamento colectivo possa mudar.


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