A água do Tecto do Mundo para o sudeste da Ásia e da China
Por Dirk Schröder
Aviso Aquariano 7
Para situar: Em 4 de Março de 2008, os leitores do Neue Züricher Zeitung (NZZ) ficaram atónitos com a notícia que «os mais importantes produtos agrícolas comercializados em todo o mundo eram ilegais».Tratava-se do volume de mercado mundial para drogas. Para tal, estimou-se, através de uma fonte segura, que o comércio do canábis, do ópio e da cocaína atingiria os 278 mil milhões de dólares, em 2003. Uma pergunta ao leitor: Será que existe no mercado um produto natural, que não um estupefaciente, mas que é vital, cujo valor comercial anual ultrapassa de longe os valores acima mencionados e cuja comercialização lucrativa também é considerada ilegal, apesar de a sua venda ser feita abertamente e, consequentemente, nas barbas da lei? A resposta é: «Sim. É a água».
Ou seja, a água para beber. A água potável é o bem comum natural da fauna, da flora e da Humanidade, e todos os seres vivos têm o direito de ter acesso a ela, gratuitamente, na sua melhor qualidade, tal como têm direito ao ar da atmosfera! Quem atentar contra a pureza do ar ou contra a pureza da água potável, ou os envenenar para proveito próprio, estará a cometer um sacrilégio, do ponto de vista natural, e um crime contra a Humanidade, do ponto de vista humano. A base do raciocínio: em Janeiro de 2008, no World Economic Forum (WEF), que se realizou em Davos, na Suiça, os críticos constataram que as actuais mudanças climáticas obtinham atenções em detrimento de outros problemas como a pobreza e a escassez de água. Peter Brabeck, director da Nestlé, referiu-se aos aspectos da escassez de água com uma clareza que é raro ouvir nas conferências do WEF. O ponto de partida era claro: 70% da água são consumidos na agricultura, 23% na indústria e apenas 7% vão para consumo doméstico, em todo o mundo. Um europeu comum precisa de 200 litros de água por dia para beber e fazer a sua higiene pessoal, mas ingere 1450 litros de água por dia, utilizados na produção dos alimentos. Nos EUA a quantidade sobe para 6000 litros. Mediante estes números, seria sensato requerer o direito à água, na quantidade que satisfaça as necessidades pessoais. Essa água poderia ser fornecida gratuitamente (NZZ 25.1.08). O meu comentário: Só seria possível realizar esta aparentemente nobre ideia, se essa água ainda existisse. Segundo as últimas informações, já existe uma escassez de água substancial, por exemplo, em Israel, na Austrália e na Califórnia que ameaça acabar com toda a cultura e toda a vida nas áreas atingidas. Depois dos preliminares, vamos à questão central. É aconselhável fazer acompanhar os textos muito extensos por explicações geográficas e os respectivos mapas para melhor compreensão.
TIBETE 1950
Muito antes da Revolução Cultural (1966-1976), que desencadeou na China, Mao Tse-Tung apoderara-se do território do Tibete através de uma acção militar. Os pormenores desta anexação violenta estão hoje amplamente esquecidos: A situação existente, desde 1950, é que a República Popular da China dividiu o território do Tibete na medida em que alterou o nome de Amdo, no nordeste, onde nasceu o Dalai Lama, para Qinghai, integrou Kham, no sudeste, nas províncias chinesas de Sichwan e Yunnan e, em 1965, transformou as províncias centrais tibetanas de Ü e Tsang na Região Autónoma do Tibete. Embora despojado, por via administrativa, de metade da sua superfície e dos seus habitantes, este resto do Tibete, com uma superfície de 1,6 milhões de quilómetros quadrados, continua a ser a segunda maior província da República Popular da China (NZZ 8.3.1991). Há que salientar que já ninguém fala da província tibetana de Amdo, que se transformou na província chinesas de Qinghai, totalmente independente do Tibete, dado que se desconhece o verdadeiro motivo dessa separação. Também ninguém fala do destino da província tibetana de Kham, no sudeste. Hoje, quando se fala do Tibete, fala-se inconscientemente de metade do território restante.
A RELATIVIZAÇÃO DA DIVISÃO EM TRÊS PARTES DO TIBETE
Peter Grieder, proprietário do estabelecimento de moda com o mesmo nome, em Zurique, e curador do Instituto Tibetano em Rikon, na Suiça, publicou no seu magnífico livrosobre o Tibete um mapa étnico que inclui as províncias de Amdo e de Kham. Isso pode ser exacto etnicamente, contudo, esta divisão em três partes do país, no fundo, não representa nada de novo. É que na obra de um general russo que fez uma expedição no interior da Ásia, de 1907 a 1909, vem claramente escrito: Actualmente, 1907 – 09, o extenso país tibetano está dividido em três regiões autónomas, nomeadamente: [1] o nordeste, Kuku-Nor e Amdo, povoado por nómadas tibetanos e mongóis, e sob o governo de Zin-Zai de Ssinin; [2] o sudeste, Kham, que se estende para a província chinesa de Sichwan, Sezuan, e depende do governador dessa província, e finalmente [3] a maior parte do verdadeiro Tibete que até agora esteve fechado aos estrangeiros e que é governado pelo Dalai-Lama [Kozlow 257]. Por outras palavras, nesta sua 13ª reincarnação, o Dalai-Lama viu a jurisdição do seu território diminuir com a drástica divisão do território em três partes, tendo a iniciativa militar de Mao, em 1950, apenas sido o ponto final de um todo já anteriormente decidido.
ÁGUA E ALQUIMIA
Numa obra sobre o Antigo Egipto podemos ler: A capital da primeira província do Alto Egipto foi Elefantina que, evidentemente, na História primitivanão pertencia ao Egipto. Com a sua barreira natural, constituída pela primeira catarata, e a riqueza do subsolo da zona, Elefantina sempre teve uma importância estratégica importante, contudo, inseria-se numa região árida. Porém, saia-se bastante bem como guarnição e centro de transbordo de mercadorias (Baines 70). Originalmente, este lugar chamava-se Swendet; dele derivou a palavra Aswan e depois Assuão, o nome actual. Também no Antigo Testamento o lugar histórico aparece com o nome de Sweneh, embora sob uma relação muito existencial. Em Ezequiel 29,9 Jeová explica que Mizrajim (Egipto) se transformará em desolação e num deserto: O rio é meu, eu o criei. Em Ezequiel 20,10 diz:por isso eis que eu estou contra ti e contra os teus rios, e tornarei a terra de Mizrajim (Egipto) em desertas e assoladas solidões, desde Migdol de Sevené até aos confins de Kush(Etiópia). A palavra Migdal, que deriva da palavra hebraica MGDL, que significa torre, é uma metáfora para todas as cidades com torres, campanários e edifícios altos, situava-se, segundo os especialistas, no Delta do Nilo, de maneira que a sequência de Migdal até Sweneh referia-se a todo o Egipto, desde a fronteira da Núbia até ao Mediterrâneo. Pode-se provar historicamente que este golpe destrutivo de Jeová, contra o Egipto, fora conduzido de um lugar fronteiriço, praticamente desconhecido, chamado Sweneh. A maneira como foi realizado e o seu significado histórico é desvendado aqui e equivale a uma sensação histórica fantástica porque, em primeiro lugar, é comprovada a existência de um mecanismo que cria o que é qualificado como sendo História. Numa obra de renome, sobre a História mundial, encontrei uma grelha de datas do período tardio doEgipto de onde retirei os excertos seguintes: Em 588 a.C. é estabelecida uma colónia militar em Elefantina com um templo a Jeová. Em 525 a.C., após uma vitória decisiva próximo de Pelusa, Cambises anexa o Egipto como satrapias ao Império dos Persas. 411 a.C. Em consequência de tumultos anti-judaicos, em Elefantina, é destruído o templo de Jeová (Mann, I 507, autor: Wilson). A minha explicação é a seguinte: A partir de 588 a.C. a guarnição na ilha de Elefantina passou a encaminhar regularmente para o rio certos químicos (‘Natro’), provenientes do subsolo rico em minérios, num grau tão finoque a droga se diluía na água e assim chegava à população egípcia. 63 anos mais tarde os egípcios estavam tão vazios de agressão que perderam a batalha decisiva contra os persas, em 525 a.C. Consequentemente, após 2300 anos, o reino do Antigo Egipto deixou de existir. E em 524 a.C. começou a Era Europeia, também de 2300 anos, que, segundo estava previsto, terminou em 1776 d.C. Voltemos a Elefantina: Após mais 114 anos desta quimioterapia, os insuspeitos egípcios estavam tão pacíficos e pouco exigentes, que viviam como camponesessem vontade própria. Após o decorrer deste plano superior, distribuído ao longo de 177 anos, chegou a altura de interromper o exercício através de tumultos anti-semitas organizados. Nascera a Europa e o jogo das épocas podia recomeçar. Gematria: Correspondentes ao número 177 existem os termos hebraicos de genética, causa e efeito, dia e noite, força corporal e cruz vermelha, como também o extenso da abreviatura MG em MNHGJ GWJJM com o significado “os hábitos dos povos pagãos”. Além disso, no livro técnico Química para a Alma vem escrito: um psicofarmacêutico crítico disse que se devia misturar tranquilizantes na água potável para se obter uma população ideal (Zehenbauer 58). Mas também podiam ser drogas com efeito contrário.
O TECTO DO MUNDO COMO DESTINO DOS POVOS
O monte Kailas (6714 m) é adorado como o centro do mundo por todas as religiões da Ásia, com excepção do Islão, e corresponde ao sagrado monte Meru que é considerado o umbigo do mundo (Bühner 38/84). Porém, este monte sagrado não se encontra apenas no Tibete, mas também no antigo país dos Bonpos (Essen, Bestandskatalog 217). Os Bonpos eram os sacerdotes da doutrina Bon que dominou no Tibete até a introdução do budismo, no século VIII d.C., da qual partes substanciais foram integradas nos rituais mágicos e apresentações místicas do budismo (lamaísmo) tibetano. A influência altamente negativa da francamente satânica cultura Bon, sobre o budismo tibetano, é praticamente desconhecida no Ocidente. Mas, em 27.3.08, foi detalhadamente descrita num relatório extenso nos serviços de informação da MaxNews, na Internet, sedeado num offshore (Singapura). Nas imediações do Monte Sagrado Kailas, encontram-se as nascentes ou os afluentes de 5 rios enormes que irrigam todo o sudeste asiático. Para comparação: o Reno tem 1320 km de comprimento, o Ródano 812 km.
1. O Rio Indo (3180 km), com os seus três tributários,tem origem imediatamente a norte de Kailas, no Tibete, banha Ladaque e o Paquistão e lança-se no mar junto de Carachi.Aqui, no pequeno e antigamente importante centro de comércio chamado Taschigong, existe um paralelismo com Elefantina.
2. O Rio Sutlejnasce, em solo tibetano, imediatamente a sul de Kailas, do sagrado Lago Rasas,fertiliza primeiro, com mais quatro rios dos Himalaias, o Panjab, a região de terra de cultivo mais antiga da Índia, chegando depois ao Paquistão, onde juntam as suas águas ao Indo. Zanda, o antigo Tholing do Reino de Guge, no Tibete Ocidental, identifica-se como Elefantina no Rio Sutlej (Bührer 123).
3.O Rio Ganges (2700 km) é o rio principal no norte do Hindustão. O seu maior tributário é o Rio Alaknanda, o único que nasce em território tibetano. Aqui, “Elefantina” está bem escondida: Em 1808, uma expedição inglesa foi ao Alaknanda e chegou ao vale de Satopanth a norte de Badrinath. Mas também aqui a nascente estava coberta com muita neve, mesmo assim, a expedição descobriu uma das nascentes do Ganges. Na sua viagem repleta de aventuras, os membros da expedição estiveram presos durante mais de uma semana em Almora, uma fortaleza gurkha. Entretanto, a época das chuvas tinha começado, motivo pelo qual chegaram com muita dificuldade à vila fronteiriça de Bareilli (Bührer 147f.). Só Bareilli, a vila fronteiriça tibetana a grande altitude, ou talvez, segundo as descrições, Almora, a fortaleza gurkha no vale de Satopanth, em solo tibetano, podem ter sido o palco da “quimioterapia” dos peregrinos hindus, com os seus banhos rituais anuais nas águas sagradas do Ganges, tal como das populações instaladas ao longo do rio.
4. O Karnali (cerca de 1100 kms) é um afluente poderoso do Ganges, contudo, existem poucas informações sobre ele. Por outro lado, os peregrinos hindus continuam a acreditar que o Ganges nasce na montanha, a grande altitude, que esta fonte está ligada ao sagrado Lago Manasarovar, através de um túnel comprido, e que este último é a verdadeira nascente do Ganges (Bührer 146). Este túnel ou canal comprido pode ser uma metáfora para o Karnali, cuja nascente ocidental se situa junto da montanha Gurla Mandhata mesmo por baixo do sagrado Lago Manasarovar (Bührer 83). Se consultarmos um mapa chinês do sul do Tibete (Bührer 39), verificaremos que a nascente do Karnali se encontra, inequivocamente, em solo tibetano. Também veremos uma povoação a cerca de 100 kms de distância da estrada principal e que com ela está ligada. No mapa, encontramos esta povoação com o nome Burang e ela deverá corresponder a “Elefantina”. O Karnali atravessa o Nepal e depois a Índia, onde atinge o Ganges. Burang, “hebreizado” será B-AWR-YNG e significa “no fogo do enlevo”. O valor da palavra é 332 para o qual existem os conceitos hebraicos ShChJTH para “matar (ritual)” ou “imolar”, assim como YWRWN para “cegueira”.
5. O Yarlung Tsangpo (2900 kms) é o último dos cinco rios do Kailas e cuja nascente fica a leste do sagrado Lago Manasarovar. Ele começa por percorrer cerca de 1000 kms bastante a direito no Tibete, em direcção ao leste, e está ligado a Llasa pelo afluente Kyi-Chu. Na ponta oriental da cordilheira dos Himalaias o rio vira abruptamente para sul, dirige-se fazendo um grande arco para ocidente e, com o nome de Brahmaputra, atravessa o Estado indiano de Assam e depois o Bangladesh onde desemboca no Delta do Ganges. Aqui, a “Elefantina” provável já foi nomeada: Llasa, a capital do Tibete com o Palácio Potala, a residência oficial do Dalai Lama.
Esta foi a descrição dos cinco rios do Kailas e o seu significado “celestial” quanto à máxima “tudo o que é bom vem de cima”. Restam ainda dois rios enormes, cuja nascente não fica nos Himalaias, embora seja no “Tecto do Mundo”, contudo, não despertam os interesses da China. A busca de uma “Elefantina” torna-se aqui escusada, porque existe um grande número de localidades para tal.
6. A nascente do Rio Salwee (3200kms) que antigamente se chamava Nu Jiang, fica no interior do Tibete, cerca de 400 kms a sul de Llasa. Atravessa a China ao longo da fronteira e atravessa a Birmânia até ao mar.
7. O Mecongue (4500 kms), que antigamente teve muitos nomes, nasce na província chinesa de Sezuan, o antigo Kham tibetano. Ele percorre uma longa distância, paralelo ao Salween, através da China no sul, apenas dividido por uma cordilheira estreita sem fim, formando depois a fronteira entre o Laos e a Tailândia. A seguir atravessa o Camboja e, por fim, o Vietname onde se lança no mar.
Por último, vamos à província chinesa de Qinghai, ao antigo Amdo tibetano. Comecemos por herbraizar “Amdo”. AM significa “mãe” ou “castelo”, mas também “princípio, essencial, principal e ponto de partida”. E DW “do” significa em combinação “dois” ou “dobro”; portanto AMDW significa “ponto de partida duplo”, ou seja, de dois rios enormes:
8. O Jangtsekiang (6300 kms), após o Nilo (6671 kms) e o Amazonas (6518 kms), é o terceiro rio mais longo do mundo. Ele origina de duas nascentes no ocidente de Amdo e corre, durante muito tempo, paralelo e próximo do Salween (6) e do Mecongue (7) para sul, formando a fronteira entre o Tibete e Sichuan. A seguir, após uma curta passagem pela província de Yunnan, vira repentinamente com uma curva dentada para leste e torna-se o maior rio principal da China. Ele fornece as cidades gigantes de Chongqing e Wuhan com água potável e água industrial, tal como a cidade de Xangai, e desagua no Mar da China Oriental.
9. O Hoang-he (Rio Amarelo, 4875 kms) nasce numa região de lagos quase no centro de Amdo, serpenteia no norte da China e, com um desvio enorme, também abastece a Mongólia Interior com água. A seguir, atinge a planície fértil e rica em água, formada pelo triângulo Wuhan-Xangai-Pequim, e desagua no Mar Amarelo a 250 kms sul de Pequim.
Esta foia descrição dos nove rios mais importantes do Tecto do Mundo.
NOVA INTERPRETAÇÃO DA ANEXAÇÃO DO TIBETE PELA CHINA, EM 1950
Se aceitarmos as ligações acima indicadas como certas ou, pelo menos, como possíveis, a política chinesa, em relação ao Tibete, parece compreensível e legítima: Pela separação definitiva da enorme província tibetana de Amdo e da sua transformação na província chinesa de Qinghai, a China passa a ter domínio total sobre as nascentes e afluentes dos seus dois rios principais, o Jangtsekiang e o Huang He (Rio Amarelo), e pode deste modo impedir que uma terceira potência possa manipular a população e a economia chinesa, através da água ou, na pior das hipóteses, do desvio da água. Não pensemos na Guerra de 6 Dias de Israel, em Junho de 1967, desencadeada pelo propósito da Síria de desviaras nascentes do Jordão, no exterior de Israel, nas montanhas do Líbano, desviar os afluentes nos Montes Golan e, consequentemente, secar o Mar da Galileia que, mediante a pouca precipitação existente na região, é a única fonte de água de Israel. Por assim dizer, Israel copiou a China e, até hoje, todo o mundo lhe deu razão.
QUAL SERÁ A CONTINUAÇÃO?
Em 4.01.05, o Neue Züricher Zeitung (NZZ) publicou um artigo intitulado “A China luta com graves problemas de água”. O artigo dizia que faltavam à China 40 mil milhões de metros cúbicos de água por ano, que numa extensão de cerca de 20 milhões de hectares de terra de cultivo existia escassez de água e que, consequentemente, o país perdia 28 milhões de toneladas de cereais. Das 669 cidades chinesas, mais de 400 sofriam de falta de água potável, enquanto em 110 cidades a situação era declarada como sendo difícil de qualificar. Que é que se havia de fazer? O NZZ, de 17.11.2006, num artigo chamado “O Tecto do Mundo” dizia que segundo planos de Pequim recentemente descobertos, se iria desviar o caudal do maior afluente do Tsangpopara corrigir a falta de água no nordeste chinês, a várias centenas de quilómetros de distância. Mas como o Yarlung Tsangpo, mais tarde o Brahmaputra (2900 kms), com o seu enorme caudal, irriga o Assam indiano e depois o Bangladesh, não admira a reacção que estes planos desencadearam em ambos os países. Porém, nada podem fazer contra os interesses da China. Com a construção gigantesca de um caminho-de- ferro até ao Tibete, a República Popular provou que já não se deixa intimidar pelos até agora impensáveis projectos técnicos e que também os consegue dominar com grande êxito. E isto será apenas o princípio do escoamento sistemático das economias do sudeste asiático, a favor do sul da Ásia, ou seja, a existência e o desenvolvimento chinês. Meu comentário: Só será possível travar este processo se a China regressar a uma forma antiga do sistema agrícola, que encontra a sua força nas comunidades das aldeias, através do qual os recursos naturais são respeitados e praticadose já não são explorados à viva forçacomo nas 669 cidades da China, segundo tem vindo a acontecer nos últimos 12 anos.
Índice literário: Baines, John e Málek, Jaromir, Atlas das Culturas Antigas; O Egipto, Munique 1980; Emil M., Himalaia, Montanhas Crescentes, Mitos Vivos, Populações em Marcha, Colónia 1987;Essen, Gerd-Wolfgang, Os Deuses do Himalaia Arte Budista do Tibete, Tafelband und Bestandskatalog, Munique 1999; Grieder, Peter, Tibete. O País entre o Céu e a Terra. Uma viagem ao interior, Olten 1990; Kozlov, P.K., e Filchner, Wilhelm, A Mongólia, Amdo e Chaba-Choto a Cidade Fantasma. A Expedição da Sociedade Geográfica Russa 1907-1909, Berlim 1925; Mann, Golo, e Heuss, Alfred, História Mundial. Uma História Universal em 10 BVolumes, Lizenzausgabe Gütersloh 1979, hier: Volume 1, História Antiga, Antigas Cultuiras Avançadas, Beitrag von John A. Wilson, Egipto, Páginas 325-521; Zehentbauer, Josef, e Steck, Wolfgang, A Química e a Alma. Perigos e Alternativas, Königsstein/Taunus 1986.
Lido: 4375
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