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Por Rainer Daehnhardt A semana passada foi rica em acontecimentos políticos de envergadura. Quando a mediocridade se casa com a mentira, a ganância com a ausência de escrúpulos, surge a prepotência como arma destruidora de tudo o que é legítimo, servindo apenas os interesses de alguns e impondo a vassalagem a todos. A NATO, criada apenas como Pacto de Defesa do Atlântico-Norte e contrapeso ao Pacto de Varsóvia, devia ter sido desmontada após o desmembramento deste último, o seu único adversário. Mas tal não aconteceu! Inventaram-se novas ameaças e reestruturaram-se não apenas as suas forças como a lista de membros. A NATO de hoje pouco tem a ver com a NATO em que Portugal outrora entrou. Não se está a ver Salazar concordar com a entrada de Portugal numa organização militar internacional, que apenas serve os interesses expansionistas "USrealitas" e dos barões da droga!
Portugal permitiu, gratuitamente, a utilização das suas bases a forças da NATO, porque se sentiu membro de pleno direito e, como tal, com o dever ético e moral de ajudar no que fosse possível. Hoje, estas bases servem como locais de reabastecimento de aviões de serviços secretos estrangeiros, que transportam prisioneiros políticos! Os Estados Unidos da América servem-se dos seus aliados de forma tão vergonhosa, que estes têm o dever moral de se questionar até onde se entende que vai uma aliança e onde começa a vassalagem e a escravidão! Uma aliança é um elo, ligando um a outro. Cada corrente apenas tem a força do seu elo mais fraco. Se uma aliança não se baseia na concordância de pontos de vista, que em expressão de livre vontade, une iguais com iguais, então algo vai muito mal! O que está a fazer a NATO no Afeganistão? Será que ainda se estão a proteger os interesses de defesa do Atlântico-Norte no meio da Ásia? O certo é que uma companhia petrolífera americana precisava de colocar uma conduta através deste país. Por isso o conquistou e colocou um funcionário seu como Presidente deste novo estado vassalo! Como líderes políticos afegãos anteriores, em cumprimento da interpretação do seu livro sagrado, tinham destruído todas as plantações de ópio, perdeu a aliança LONDON – WASHINGTON cerca de 60 biliões de dólares de rendimento anual. É em defesa do narcotráfico, com sede em Londres (desde a "Honourable East India Company"), e do petrotráfico, com sede em Nova Iorque (desde Rockefeller-avô), que a NATO está no Afeganistão! Visto que é no interesse de "USrael" angariar mais forças para a Guerra no Afeganistão (que o Ocidente está a perder), resolveu-se fazer um grande "ESPECTÁCULO-NATO". Escolheu-se o maior edifício do mundo. Este situa-se em Bucareste, na capital da Roménia e foi criado pelo seu ditador comunista, Ceausescu, arrasando para o efeito uma boa parte da cidade. Na agenda não estava apenas a "rediscussão" da implantação de um escudo anti-míssil na Polónia e na República Checa, supostamente contra o perigo de talibans ou persas enviarem mísseis contra a Europa. Na realidade, pretendeu-se implantar postos de escuta total à volta da Federação Russa e colocar os próprios mísseis em posições estratégicas avançadas. Muito mais importante do que isto, foi a proposta de entrada de novos membros para a NATO. Em primeiro lugar preparou-se a reentrada da França, que saiu na época de DeGaulle e com imensas razões (por os americanos não permitirem aos franceses retirarem o seu ouro de Fort Knox). Em segundo lugar, estava prevista a entrada da Ucrânia e da Geórgia. Estes Estados ex-soviéticos precisam urgentemente de grandes financiamentos. As quantias que os americanos estavam dispostos a pagar pela entrada destes dois estados não se conhecem, mas devem ter sido somas de tal maneira elevadas que tiraram a respiração aos respectivos políticos! Em terceiro lugar preparou-se a entrada da Albânia e da Macedónia, que, efectivamente, acabaram por entrar. Todavia trata-se de países sem peso político ou geográfico por os estados vizinhos já serem membros da NATO. O discurso "patético" do Presidente de um destes estados foi bem demonstrativo da grande ingenuidade com que líderes políticos integram os seus povos em alianças militares, sem se aperceberem que custos trazem para o futuro dos mesmos! A grande "bronca" do fiasco da NATO em Bucareste, rebentou quando Putin levantou o telefone e disse, em alemão, à chanceler Merkel (Putin fala melhor alemão do que esta, porque sabe o que diz, sem ter que ouvir previamente "his master's voice"), o que seriam as consequências para a República Federal Alemã, caso esta não se opusesse à entrada destes estados ex-soviéticos na NATO! Pensa-se que tenham falado num "fechar da torneira" de gás e que Merkel, com medo do frio no próximo Inverno (todo o gás de aquecimento da RFA vem da Rússia), tenha cedido às exigências de Putin. De seguida, Putin falou com Sarkozy! Em França também faz bastante frio no Inverno. Os observadores militares, porém, pensam que não é o medo do frio que, de repente, juntou Merkel com Sarkozy, mas antes o medo do "calor"! A Rússia já falou directamente no seu direito de "defesa para a frente", ou seja, de efectuar golpes nucleares preventivos, em autodefesa. Isto colocaria não apenas a Noruega e os países do Báltico até à Polónia em situação de perigo imediato, mas também a probabilidade da destruição das bases americanas na RFA e na Itália, bem como a ocupação da Alemanha e da França. Foi neste cenário que Merkel, normalmente sempre totalmente obediente a "USrael", e Sarkozy esclareceram Bush de que não poderiam concordar com a entrada destes novos membros. Bush ficou sem fala! Aos seus conselheiros desapareceu o chão por debaixo dos pés. TAL NÃO ESTAVA PREVISTO! A França, de momento, não é membro da NATO (apenas parceiro pontual) e não tem voz na matéria. A RFA ainda não é um estado soberano e continua a ter de cumprir as ordens vindas de "USrael"! Como foi possível que estes dois se tenham atrevido a dizer NÃO a algo onde, supostamente, nem se deviam pronunciar? Por vezes a faca encostada à garganta causa mais medo do que o som de tanques fora do quintal! O facto é que Merkel e Sarkozy comunicaram a sua decisão a membros da NATO e estes, sem fazer ondas, mostraram compreensão! Usando a velha táctica militar de alargar uma brecha, resolveu Putin, que não é membro da NATO, aparecer em Bucareste! Foram as suas palavras e os seus discursos os mais ouvidos e transmitidos no final desta reunião "interna" da NATO. Salvaguardando as grandes distâncias no tempo, nas culturas e nas orientações ideológicas, ocorre ao pesquisador histórico atento um certo reconhecimento do paralelismo com Afonso de Albuquerque quando este entrou na Baia de Ormuz. O mundo ficou de boca aberta! Lido: 3649
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