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Por Rainer Daehnhardt Aviso Aquariano 5 Nos bosques dos carvalhos sagrados de Belas, onde reza a história, Viriato enterrou a sua espada invencível, ergueu-se um menir com inscrições, de grande significado para o futuro. Durante alguns trabalhos de limpeza de terrenos perto da Estrada Nacional 117, ao quilómetro 10, encontrou-se no parque do Museu Luso-Alemão, uma pedra de grandes dimensões (cerca de 5 metros de comprimento por 140cm de largo e 120cm de espessura). Envolta em pedra saibreira diluviana, tratou-se de um achado um tanto inesperado. Como foi ali parar? Quem lhe deu a sua forma, com linhas tão rectas e ângulos certos, todos de 90 graus? Terá sido obra da natureza ou de alguma civilização ancestral?
O feitio da pedra é o de uma borracha de marca, um cubo perfeitamente rectangular na sua base e com a ponta gasta, irregularmente, no outro extremo. O peso deve ultrapassar as dez toneladas. A pedra estava deitada, mas foi colocada agora de pé, como um dedo a apontar ao céu. Enterrada, perto de dois metros, ainda se levanta cerca de três metros do chão! Esculpiram-se duas inscrições, em letras rúnicas. Do lado norte, em alemão e do lado sul, em português. Mensagens a dois povos há milénios secretamente interligados, que terão o seu peso numa época de aflição quando se deixar de acreditar em tudo o que pareceu estar para sempre estabelecido. Os textos são os mesmos, tanto em alemão como em português e escolheu-se a escrita rúnica para não profanar o conteúdo das mensagens com a utilização de letras dos invasores romanos que já outrora destruíram tanto a Germânia como a Lusitânia. O conteúdo do texto parece, à primeira vista, simples, mas levou anos a cristalizar-se. O seu autor resolveu, aos 14 anos de idade, procurar respostas para as suas dúvidas acerca de religião e filosofia, que os seus professores não quiseram ou não souberam responder. 21 anos mais tarde e tendo percorrido caminhos de estudos de igual número de religiões e filosofias, chegou às suas próprias conclusões. Estas até estão bastante perto do seu ponto de partida, mas com uma bagagem de convicção completamente diferente. Resolveu então cristalizar tudo o que tinha aprendido numa curta frase, de meia dúzia de palavras. Assim nasceu a mensagem inscrita neste menir: AMA O BELO – CRÊ NO BEM Lusitanian Guidestone Dois verbos e dois substantivos, parecem uma magra colheita de tantos anos de pesquisa, mas não o são! É preciso saber AMAR! Esta palavra significa entrega total; a tolerância na convivência levada ao ponto de saber perdoar, compreender, proteger e guiar, sem nada pedir em troca. É preciso saber CRER! Não se trata do prepotente: “crê e não aprofundes!”, Mas dum crer onde o conhecimento da causa e a aceitação da mesma são pré-condição. Mas não apenas isso. Crer significa depositar confiança por profunda convicção das boas intenções que se compartilham em pleno. Os dois substantivos também têm muito que se diga! Como é que se pode considerar algo de BELO? Só por ter passado pela escola da aprendizagem que obriga a separar o trigo do joio, o BELO do FEIO. Saber reconhecer o que é feio e alinhar com o que é belo significa fazer uma escolha. Esta não pode ser superficial mas é obrigatoriamente profunda. Há pessoas que parecem belas por fora mas são monstros por dentro. Também há quem seja desfigurado por fora mas mantenha uma alma e um espírito de tal excelência, que o peso na sua balança o leva para a qualificação de ser uma bela pessoa. Pintura boa, seja de que época for, é sempre bela. Pintura feia não é boa e quem como tal a apresenta está a enganar. A sistemática destruição de muito do que é belo na pintura, escultura, poesia, literatura, ou na música é um fenómeno da batalha que se trava há muito das forças do MAL contra as do BEM. Este é sempre BELO e o MAL é sempre FEIO! É na busca do BEM que vencemos o MAL. Na fé no BEM encontramos a força para vencer o MAL! O que é a BUSCA DO GRAAL senão a peregrinação interior de quem AMA O BELO e o procura? Não haverá um pouco de Percival em todos aqueles que têm FÉ NO BEM? Sem a capacidade de amar e de crer morre a esperança no futuro. Sem o BELO e o BEM resta apenas escravidão e morte. A pedra-guia-lusitana apenas aconselha, não dá directrizes nem impõe leis. A pedra-guia-lusitana não propõe genocídios ou esterilizações em massa como as pedras do outro lado do Atlântico exigem. A pedra-guia-lusitana vê no homem um filho da natureza que merece carinho, apoio, orientação e não um escravo para servir insectóides. Quem ainda tiver capacidade de ver e pensar que opte! As futuras gerações dependerão das suas decisões! Lido: 5902
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