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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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Existem águas salvadoras?
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Por Rainer DaehnhardtImage

Aviso Aquariano 3 

Uma das muitas versões da criação do Mundo vem no Génesis 1/6: «E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas e haja separação entre águas e águas». (Na versão de Lutero: «E Deus falou: Que haja sólido entre as águas, que haja diferença entre as águas»). Muitas outras religiões coincidem ao colocar a existência da água como sendo anterior à de terra. Os cientistas actuais falam em energia cósmica, criadora de estados gasosos, líquidos ou sólidos. Como não sabem explicar o aparecimento da energia cósmica e não têm capacidade para imaginar o infinito, vieram com a teoria do "big-bang". Esta  não passa disso mesmo, uma teoria. O erro é apresentá-la como um facto científico, quando na realidade não está devidamente comprovada.

Os nossos antepassados druidas simplificavam a questão. Consideravam divinas as forças do Universo e a Natureza, nossa mãe, a sua representação na terra. Como filhos respeitadores dos nossos antepassados, cabe-nos, com humildade, preencher o lugar que a vida nos deu. Devemos aceitar os presentes que a Natureza nos dá, nunca tentar dominá-la.

Podemos perfeitamente co-habitar neste planeta, em harmonia com ele e até em número superior. Se, porém, continuar-mos a procurar a energia na destruição do átomo ou nos motores de explosão, nos de calor por queima de óleo, madeira ou carvão, acabaremos por nos aniquilar.

O planeta sobreviverá. Começará então talvez a era das ratazanas ou dos insectos. Na história da nossa galáxia, o Homem será visto como um mero aborto de curta duração, que não vingou por se julgar mais do que de facto era.

Um dos bens mais preciosos, talvez o mais importante de todos até, ao qual a geração humana actual não dá a devida importância, é a ÁGUA.

Quando um responsável pela captação de água de uma cidade algarvia, publicamente declara que há muita falta de água potável na sua zona e que mais devia ser captada, porque se perde cerca da metade nas canalizações rotas, há algo profundamente errado.

A água é tão valiosa que nem um pingo se devia perder!

Na captação e canalização, tanto para uso doméstico, agrícola ou industrial, deve-se agir com cautela, a fim de não se desperdiçar nem uma gota de água!

Hoje já existem tecnologias que permitem a transformação de água suja em água potável.

O deserto do Sahara encontra-se em cima de um gigantesco lençol de água, que pode ser bombeada, limpa e transformada em água potável. Experiências neste campo foram feitas e deram bons resultados. Existem mesmo planos para a re-transformação deste deserto norte-africano no gigantesco oásis que outrora foi. Ninguém os quer financiar, pois entendem que quem lá vive não merece este esforço financeiro!

Os druidas veneravam a chuva, os mares, os rios, os riachos e as fontes. Observavam-nos, recebiam com alegria todas as benesses que pudessem descobrir e não permitiam a sua destruição.

Há milénios que já se verificavam curas pela água. Umas por aplicação interior, outras exterior. Ir às termas para se curar era frequente e dava bons resultados.

Águas houve ás quais se atribuíram poderes especiais, não apenas para as curas do corpo mas também para a cura e protecção da alma.

A peregrinação para atingir um local sagrado sempre foi também uma viagem ao interior de cada um. Quem pega no cajado do romeiro sabe que vai passar dificuldades e privações. O facto de se fazer à romaria já é o primeiro passo para a cura da alma, porque reconhece que necessita desta viagem de auto-análise ao seu interior.

Quem atinge o local de culto, muitas vezes ligado a uma fonte ou a um curso de água, gosta de trazer consigo uma parte deste líquido milagroso, mesmo que a quantidade seja pequena.

Assim, os cruzados fizeram-se a caminho da Terra Santa, trazendo de volta um pequeno pendente selado, contendo água do Rio Jordão, onde São João Baptista baptizou Jesus o Nazareno, tornando-o Cristão.


 

À esquerda, pequeno cantil de terracota, do I Milénio A.D. Serviu para um peregrino trazer água do Jordão. Encontrado em Smyrna. (Oferta de Sam Levy ao Museu Luso-Alemão). À direita, pequeno cantil de chumbo, do século XII. Servia para exportar água do Jordão para os países cristãos. Mostra a cruz cristã-bizantina, utilizada pelos cavaleiros de Jerusalém, mais tarde a Ordem de Malta. Do outro lado, mostra o brasão de um dos Reis cristãos de Jerusalém. (Museu Luso-Alemão).


Será que estas águas de locais sagrados têm mesmo forças positivas que nos podem ajudar? Dizem que a fé move montanhas! O simples acreditar que estas águas bentas possam ajudar, acabou por curar muita gente. A maioria das doenças tem origem na ausência de fé, que acaba por causar distúrbios na mentalidade, o que por sua vez origina disfunções corporais.

Nos países nórdicos, muito habituados à neve, existe o costume de mostrar os cristais de neve às crianças, como sinal de perfeição da natureza. Milhões de jovens viram, com lentes de aumentar, ou microscópios, as maravilhosas formações de cristais que a água nos oferece nos flocos de neve.

Também se verifica nas janelas das casas a formação de cristais de água. Estes, geralmente, são tão grandes que nem necessitam de lentes de observação.

Um costume nórdico antigo é ver a beleza, ou ausência dela, nos cristais, nas janelas, para se saber se em determinada casa vive gente de bom coração ou gente com maus intuitos. Dizia-se que os seguidores de Satanás só teriam cristais feios nas suas janelas! É possível que tenha havido gente condenada por bruxaria ou magia negra, baseado em interpretações dos feitios dos cristais das suas janelas!

É interessante saber que cientistas japoneses expuseram água a diferentes músicas. Congelaram estas águas e, de seguida, viram a formação de cristais em microscópios.

As águas expostas a melodias harmoniosas, como Mozart por exemplo, mostraram cristais lindos e perfeitos.

As águas expostas a músicas de choque, tipo heavy metal, pelo contrário, mostraram cristais disformes, sem harmonia, beleza ou perfeição.

Se aceitarmos o lema druida: "A água é uma dádiva da nossa mãe!", se a respeitarmos e acarinharmos, ela pode-nos oferecer vida e cura.

 Se, pelo contrário, pensarmos que a água é apenas um elemento ao nosso dispor e a gastarmos ou destruirmos, acabaremos rejeitados.

Como não há dois pingos de água iguais, e cada um alberga uma enorme quantidade de vida, não devíamos ver a água como um ser vivo?

A mudança da nossa atitude em relação à água é um passo fundamental para a sobrevivência da nossa espécie!


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