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Por Rainer Daehnhardt Imagem: um borrifador para rosas. Ourivesaria persa, em prata cinzelada e parcialmente dourada. Não passa de um utensílio doméstico mas demonstra bem o grau civilizacional do povo iraniano. A arrogância por vezes cega! Foi isso o que bem se viu durante a recente visita do Presidente do Irão a Nova Iorque. O director de uma universidade americana convidou o Chefe de Estado Iraniano para dar uma palestra. O americano, em vez de se autoavaliar e tentar ultrapassar o grande abismo entre o nível cultural do seu país, onde a homenagem ao nobre cavaleiro medieval das culturas europeias foi substituída pela glorificação de uma pseudo-cultura de vaqueiros (cowboys), resolveu "pôr o pé na poça" da mais vergonhosa maneira. Estava diante de um Chefe de Estado de um povo que descende de uma cultura milenária e, em vez de agradecer a este alto governante o ter aceite o seu convite e dignar-se falar com ele e com os seus convidados, resolveu liderar um ataque verbal da pior espécie. Não apenas insultou e enxovalhou um Chefe de Estado, demonstrando que era isto o que entendia por "free speach", como colocou mal toda a civilização ocidental.
Tornou-se óbvio que os insultos por ele lançados como flechas envenenadas, pretendiam apenas um resultado: que o alvo, sentindo-se atacado, explodisse. Tal porém, ainda que compreensível como reacção a esta acção, não teve lugar. O Professor iraniano era inteligente demais para cair numa armadilha dessas. Ouviu e rezou! De seguida, e sem histerismos, deu as suas respostas. Os lugares na sala já tinham sido previamente tomados pelos seus adversários que gozavam com a situação. Muitas centenas de estudantes que não tinham conseguido lugar no interior da sala, ouviam do lado de fora a transmissão para o campus. Entre estes, havia tanto prós como contras. Pelos vistos, a instigação maciça dos media contra o Presidente do Irão não conseguiu convencer toda a gente. A imagem mais transmitida pelas televisões foi a de um manifestante americano aos gritos, dizendo que Ahmadinejad não "prestava", acrescentando de seguida: "Mas Bush é mil vezes pior!". O que o persa passou e como o aguentou dignificou o seu país. A acção americana, seja por ignorância, seja por imposição de força exterior, não passa de ordinarice. Olhando para este borrifador persa em prata cinzelada pergunta-se: como será um borrifador americano? Provavelmente apenas um frasco de plástico descartável, sem beleza estética e altamente poluente. Mais uma vez é o Oriente que é mais civilizado e ensina o Ocidente. Porém, o Ocidente é tão cego e arrogante que nem sequer se apercebe disso. Lido: 2660
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