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"Toda a Verdade passa por três fases.
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Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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O Perigo da Desobediência Militar
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Por Rainer Daehnhardt

As Forças Armadas são o braço executivo dos Governos. Quem está nas F. A. prestou juramento de bandeira, prontificando-se a defender a sua pátria, dando a sua vida se necessário for.

Até aí muito bem. Porém, será que alguém já se perguntou a quem prestaram juramento os diferentes membros dos diferentes governos? Será do conhecimento geral que, entre 60 a 70% dos deputados no Parlamento Europeu pertencem a organizações secretas que em primeiro lugar exigem obediência total?

Como é que as democracias podem permitir que entre os representantes eleitos pelos povos para defenderem os interesses das suas nações se encontrem tantos "submarinos alheios"?

A RFA (República Federal Alemã, criada pelos parceiros ocidentais da Comissão de Controlo dos Aliados, vencedores da 2ª Guerra Mundial) está ainda fortemente afectada pelos traumas da Guerra e do Pós-Guerra e tem bem patente que a maioria dos militares e civis alemães enforcados pelos aliados (os Britânicos e Americanos enforcaram alemães até ao início da década de Cinquenta; os soviéticos enforcaram alemães até à década de Setenta) foram apenas acusados de terem cumprido ordens.

Assim, não é de admirar que a associação das tripulações de aviões de caça alemães criticasse agora o aviso lançado pelo seu Ministro da Defesa, Franz Josef Jung, de mandar abater aviões civis tomados por terroristas.

O ataque às Torres de Nova Iorque e ao Pentágono teve diversas consequências. Uns lançaram-se numa corrida em direcção à ditadura global; desculpando-se da existência de terroristas implantaram o terror, supostamente em "defesa" da liberdade.

Porém, também se pode ver um número cada vez maior de pessoas que duvidam das versões oficiais, distanciando-se mais e mais da aceitação de directivas estatais que não somente lhes parecem absurdas, como vivamente desaconselháveis para o bem comum da humanidade.

Numa entrevista à "Leipziger Volkszeitung" disse Thomas Wassmann (Secretário-Geral da VBSK, Associação das Tripulações dos Aviões de Caça das Forças Armadas Alemãs): «Só posso aconselhar aos pilotos o não cumprimento das ordens ministeriais num caso desses», e mais disse que «os pilotos que assim se comportarem terão a inteira solidariedade da associação». Mais criticou Wassmann a opinião do Ministro da Defesa, classificando uma ordem de abate de um avião, com civis, tomado por terroristas como «igual a uma ordem para o cumprimento de uma ilegalidade».

O Ministro pretende agora que o Governo dê cobertura à sua exigência. Porém já se fazem ouvir muitas vozes discordantes.

Ainda há perto de dois anos a aviação israelita se encontrou num impasse parecido. O governo ordenou o abate selectivo de civis por meio de mísseis disparados contra as viaturas ou os andares onde pessoas suspeitas de capacidades terroristas se podiam encontrar. Os danos colaterais foram tremendos e muitos pilotos negaram-se a executar mais ordens destas. O resultado foi a sua detenção, condenação e substituição.

Ainda não se sabe como os alemães vão reagir.

Forças Armadas que não obedecem a ordens recebidas são potenciais adversários do governo que deu estas ordens.

O problema porém, não parece residir nas Forças Armadas, mas nos políticos que se distanciaram tanto da defesa dos interesses dos povos que os elegeram, que nem se dão conta sequer de que se tornaram inimigos dos seus povos (muitas vezes por cega obediência a forças secretas alheias).

Momentos poderá haver em que cada um terá de optar por se manter fiel à sua consciência cívica ou ao cumprimento de ordens.


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