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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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O que não nos dizem acerca da Polónia
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Nota do GRIFO:

Resolvemos publicar o seguinte artigo na íntegra, pois considerarmo-lo da máxima importância para que se possa compreender um pouco melhor os “estranhos” papéis da RFA e da POLÓNIA na recente reunião dos governantes dos 27 estados integrados na UNIÃO EUROPEIA.

Visto que os próximos seis meses são de grande importância para o futuro da EU, e Portugal se encontrar ao seu leme, consideramos nosso dever chamar a atenção, em língua portuguesa, para alguns factos sempre escondidos por inconveniência política.

É o dever de lançar O GRITO DO GRIFO em abono da verdade!

Só mediante o conhecimento de toda verdade é que os diferentes lados se conseguem compreender. E apenas através da compreensão é que pode nascer a vontade da verdadeira colaboração em tolerância e mútua aceitação.

As fricções constantes que se sentem entre a RFA e a POLÓNIA, como aliás também entre a POLÓNIA e a RÚSSIA, devem-se em grande parte à sistemática e generalizada desinformação. Tanto perigosas generalizações, como interpretações altamente tendenciosas e pontos de vista prepotentes, colocaram estes povos, desde há gerações, em oposições fomentadoras de graves conflitos. Ignorá-los será apenas adiá-los!

É o dever de qualquer historiador, apresentar os factos sem nada esconder. Uma listagem de acontecimentos, sempre escondidos do público em geral como a que o pesquisador abaixo apresenta, não deve ser vista nem como uma tomada de posição contra um povo ou a favor de um outro, mas apenas como esclarecimentos para melhor compreensão daquilo que de facto se passou. Sem este conhecimento, a tensão ignorada por ser incompreendida apenas aumentará até a uma próxima erupção, que será catastrófica, não apenas para os países directamente envolvidos, mas para toda a UE. Parte da culpa pode ser imputada aos políticos da UE que não souberam lidar com um problema (certamente por falta de informações).

Em 1º lugar torna-se necessário  chamar a atenção para alguns factos ainda genericamente ignorados:

a) A RFA (República Federal Alemã) não é a Alemanha, mas apenas uma forma criada (em 1949, e, então, abertamente considerada de provisória) pelos membros ocidentais da Comissão de Controlo dos Aliados (vencedores da 2ª Guerra Mundial) para governar os seus sectores do REICH ALEMÃO ocupado.

b) O REICH ALEMÃO (DEUTSCHES REICH) foi criado por Bismarck em 1871 e, conforme reconhecimento oficial das mais altas instâncias jurídicas alemãs federais, nunca foi extinto, nem a RFA é sua herdeira. Assim colocaram os vencedores da guerra, um estado a eles favorável, em parte da zona geográfica de um outro estado legalmente ainda existente. ISTO É ILEGAL, mas um facto (convenientemente escondido ou ignorado). O REICH ALEMÃO (de 1871), que nada tem a ver com o chamado III Reich (este foi apenas uma mentira propagandística inventada por um Ministro da Propaganda de um partido nacional-socialista-ditatorial que se tinha apoderado do Estado Alemão durante doze anos) existe "DE JURE". Apenas não existe "DE FACTO" por não possuir governo legalmente eleito.

c) A governação da RFA vive com as mãos politicamente atadas em relação à Polónia. Por um lado não é (embora o proclame) um estado totalmente soberano (muitas das clausulas impostas pelos vencedores ainda se mantêm). Por outro lado, encontra-se em mãos de uma geração que sofreu e ainda sofre uma vergonhosa lavagem cerebral que ensina que os alemães actuais são descendentes de culpados. Nessas "culpas" incluem-se tanto verdades como mentiras nascidas da manutenção de propagandas políticas que já deviam ter sido retiradas e esclarecidas a muito.

d) A Polónia é a nação europeia que mais vezes alterou as suas fronteiras. Chegou a ser um reino enclave dentro da Europa sem acesso a qualquer mar, sem estar encostada ao mar báltico e ao mar negro até.

e) Quem ditou as fronteiras polacas tanto foram seus estados vizinhos, que por diversas vezes simplesmente a dividiram entre eles anulando-a por completo, como a capacidade polaca em se afirmar seja onde for.

f) Quem muito fez a favor do povo polaco foi FREDERICO O GRANDE que se auto-intitulava REI NA PRÚSSIA, e não Rei da Prússia, por considerar que o seu reino albergava diversos povos, entre estes os prussos e os polacos.

g) Foi também FREDERICO O GRANDE o primeiro a instalar escolas onde se ensinava o polaco e que se empenhou para que os seus súbditos polacos mantivessem a sua própria identidade linguística e cultural.

h) A guerra religiosa interna polaca, entre as suas populações khasares (asquenasi) e católicas, levou a um grande número de perseguições e chacinas (mesmo ainda após a II Guerra Mundial).

i) Quando em 1916 se previa que os Impérios Germânicos (o Alemão e o Austro-Húngaro) estavam a ganhar a Grande Guerra e que se preparavam para se unir de novo no Grande Império Alemão (discutindo-se apenas se a capital seria Berlim ou Viena),  resolveram os alemães recriar a Polónia como estado tampão entre o Império Alemão e o Império Russo.

j) A Alta Finança Internacional não viu com bons olhos este desenvolvimento e rapidamente os Estados Unidos da América, e muitos outros, entraram como aliados neste conflito de guerra, acabando tudo provisoriamente num armistício sem vencedor.

k) Os alemães e austríacos acreditaram nas promessas do Presidente dos Estados Unidos da América, cujos 14 pontos foram discutidos e aceites, mas que acabaram na gaveta em Versalhes.

l) O vergonhoso "Tratado de Versalhes" de 1919 que se seguiu, continua a perseguir a política internacional desde então.

m) Os impérios germânicos tombaram não pelas armas, mas por golpes de estado no seu interior (um dos muitos episódios paralelos que depois ocorreram na história de Portugal).

n) Os alemães foram considerados os culpados da guerra (quando esta começou pelo assassinato dos herdeiros do trono austro-húngaro perpetrado por fanáticos sérvios).

o) Criou-se artificialmente o "corredor de Danzig" e começou a caça polaca aos alemães.

p) A Polónia tomou então não apenas partes do Reich Alemão como também uma grande parte do Reich dos Czares, anexando grande parte da Ucrânia.

q) Instigou-se a Polónia no sentido de poder facilmente derrubar as fracas forças alemãs equipadas apenas com tractores camuflados de tanques.

r) De facto, a cavalaria polaca fez cargas de sabre em punho contra os tanques alemães acreditando, até então piamente, nos filmes de propaganda britânicos que lhes tinham sido apresentados.

s) É interessante saber-se que em vésperas da entrada militar alemã na Polónia um grande número de tanques alemães era checo, porque as fabricas alemãs ainda só tinham fabricado poucos. A Polónia teve então mais aviões que os alemães, mais infantaria, mais cavalaria, mais artilharia e uma enorme convicção de que os alemães nada fariam contra a Polónia, visto esta ter a garantia de defesa da Grã-Bretanha e da França.

t) A Polónia foi dos países que mais sofreu na II Guerra Mundial. Não só foi deixada sozinha na sua luta contra os alemães como até sofreu o assassinato  do seu Chefe de Governo no Exílio (num nunca devidamente esclarecido "acidente" de avião em Gibraltar, onde os polacos morreram e os britânicos sobreviveram).

u) A Grã-Bretanha e a França declararam guerra ao Reich Alemão por este ter entrado na Polónia, mas "estranhamente" não declararam guerra à União Soviética quando esta fez o mesmo dias depois. Pior ainda, consideraram-se aliados, primeiramente secretos, mas depois abertamente, do regime soviético. E quando este matou 15 mil prisioneiros polacos (11 mil oficiais e 4 mil intelectuais patriotas rapidamente aprisionados) atribuíram as culpas aos alemães.

v) Estaline retomou 180 mil quilómetros quadrados de territórios outrora russos à Polónia expulsando os polacos (uma chacina macabra). Deu-lhes 108 mil quilómetros quadrados de território do Reich Alemão (que nem lhes pertenciam)  expulsando os prussianos e silesianos (outra chacina macabra).

Tudo isto, mais o abaixo citado, é o mínimo que se torna necessário saber para se compreender as tensões existentes nesta zona da Europa. Só assim se poderá rectificar a divulgação da História e preparar uma ponte de entendimento.

 

***


Será ainda possível salvar a Polónia?

de Peter Schmidt
(Docente e Editor de Produções de Televisão)
Kramstaweg 23, D – 14 163 Berlim, 22 de Junho de 2007
Info-telefone (D2-Funk): 01520 – 591 47 54
E-mail:

Com títulos de caixa alta dos últimos dois dias, por ocasião da Cimeira da União Europeia, como “A Polónia enerva a Europa” (AH1), “A Polónia causa grandes prejuízos” (AH2), “A Polónia exige que se leve em conta o número de mortos na guerra – o Primeiro-Ministro Kaczynski justifica assim a exigência de um maior número de votos para o seu país” (AH3), “Culpa Histórica: A Polónia faz chantagem com a Alemanha” (AH4), a Polónia prova, mais uma vez, que está a desempenhar um papel de destaque, aliás, tal como aconteceu entre 1919 e 1939, até à II Guerra Mundial.

Na realidade, foi graças ao Império Alemão e ao Império Austríaco que a Polónia obteve a sua autonomia, em 1916.

Durante escassos anos, a Polónia existiu sob o reinado de Boleslaw I, por volta de 1025.

As perdas territoriais do Reino Alemão, estipuladas pela Sociedade das Nações através do Tratado de Versalhes, em 28.06.1919, sendo contrárias ao direito internacional, atribuíram a Alta-Silésia, a Posnânia e a Prússia Ocidental à Polónia.

Com isso conseguiu-se, na Polónia, que no recentemente criado Estado multinacional uma minoria alemã de, pelo menos, 2 milhões de pessoas, mediante a partida dos empregados despedidos que não podiam viver sem salário, devido ao encerramento de inúmeras escolas alemãs, devido às expropriações e devido ao terror, até 1923, baixasse para 1,2 milhões (AH5 SCHULTZE-ROHNHOF, 370).

O que o escritor GERD SCHULTZE-RHONHOF relata como se de uma agradável mudança de 800.000 alemães se tratasse, o escritor GERHARDT SILL (AH6) descreve como algo dramático:

«... Quando, em 2 de Outubro de 1938, a Polónia ocupou e anexou militarmente o território do rio Olsa que pertencia à Checoslováquia, os Aliados nem sequer mexeram um dedo.

»Também não incomodou os Aliados o facto que, de 1919 até ao início da guerra em 1939, no quadro da expulsão dos alemães dos seus antigos territórios, mais de 250.000 foram assassinados e mais de um milhão de alemães foram expulsos das suas casas, na Polónia.

»Não os incomodou que isso impedia a formação de uma camada de intelectuais alemães, tendo a existente também sido expulsa e parcialmente exterminada.

»Apesar de a Alemanha se ter queixado repetidamente à Sociedade das Nações, em Genebra, nada fizeram para proteger os alemães na Polónia.

»Os Aliados também nada fizeram contra a tentativa constante da Polónia de anexar o Estado livre de Danzig que se encontrava sob a custódia da Sociedade das Nações.

»Em 1931,1932,1933 e 1936 o governo do Reich Alemão tinha de contar com uma guerra ofensiva polaca. Em 1933 e 1936 a Polónia solicitou a ajuda da França para atacar a Alemanha. Contudo, esta rejeitou o pedido com a célebre frase: “Não vamos morrer por Danzig”. ...» (SILL, 109)

Nenhum governo de Weimar, nem a Resistência alemã, estava disposto a reconhecer as fronteiras germano-polacas. Apenas Hitler estava disposto a uma política de renúncia sem igual em relação à Polónia. Ele só desejava o regresso da cidade de Danzig e uma ligação extraterritorial com a grande província da Prússia Oriental, separada da Alemanha pelo corredor, para eliminar os cansativos controlos aduaneiros. Porém, isso pressupunha que ele estivesse disposto a reconhecer as fronteiras germano-polacas. Com a sua política de renúncia, Willy Brandt podia-se ter referido a Hitler como exemplo.

Já em 1936 Winston Churchill dizia:

«Vamos obrigar Hitler a fazer a guerra, quer ele queria, quer não.»

No dia 31 de Março de 1939, a maior potência na altura, a Inglaterra (que reinava sobre mais de 500 milhões de pessoas e cerca de 40 milhões de quilómetros quadrados – um território do tamanho da Rússia, China e dos EUA), deu à Polónia uma garantia. Mediante a insensatez polaca, esta tornava a guerra inevitável.

Em 26 de Março de 1939, a pedido da Inglaterra, a Polónia recusou quaisquer conversações com a Alemanha, ordenou uma mobilização parcial e ameaçou a Alemanha com a guerra. Em face disto, embora continuasse disposto a negociar, Hitler ripostou com a elaboração de um plano de ataque contra a Polónia. As negociações apenas teriam sido vantajosas para a Polónia. Enquanto Hitler continuava a esforçar-se por iniciar conversações com a Polónia, esta, com as suas manobras constantes ao longo da fronteira alemã, as muitas violações da fronteira e uma enorme incitação à guerra, preparava o ataque à Alemanha.

A partir de Março de 1939, o grito de guerra da Polónia foi: “Queremos Danzig, queremos Königsberg e vamos rapidamente rechaçar os alemães até ao Reno”. Em 26 de Junho de 1939, o jornal polaco Dziennik Pozanski publicou um mapa onde a Polónia se estendia de Bremen a Nuremberga. Por exemplo, Hamburgo, Kiel e Braunschweig encontravam-se bem no interior da Polónia... (SILL, 110)

A 3 de Maio de 1939, durante a grande parada militar para comemorar o Dia Nacional da Polónia, multidões fanáticas saudavam cada unidade com palavras de ordem como “Em frente para Danzig” e “Em frente para Berlim”! A exigência alemã de uma passagem para a Prússia Oriental e a devolução de Danzig tinha de ser respondida com uma guerra contra a Alemanha.

O ridículo exército alemão, composto pela geração subalimentada do Tratado de Versalhes com os ridículos blindados simulados, seria arrasado em Berlim.

Mediante estas provocações, Hitler disponibilizou à Imprensa alemã a informação sobre a perseguição feita aos alemães, na Polónia, cuja publicação tinha proibido até então, para evitar uma atmosfera anti-polaca no país.

Dr. Hoggan, um professor universitário americano, cita o Illustrowany Kurier de 7 de Agosto de 1939. Por causa do jornal polaco com maior tiragem, unidades polacas atravessam ininterruptamente a fronteira para destruir instalações militares alemãs, para apreender e levar para a Polónia material das forças armadas alemãs. Estas acções foram consequência de um grande espírito de rivalidade (A Guerra Imposta, página 556).

Em consequência da enorme incitação à guerra contra a Alemanha, dezenas de alemães foram assassinados na Polónia, a partir de Março de 1939. Os alemães aptos para o serviço militar foram convocados para se alistarem no exército polaco onde foram assassinados.

A 20 de Agosto de 1939, uma das palavras de ordem era: “Liquidem os alemães onde quer que os encontrem!”. Contudo, os Aliados recompensaram os polacos pelas inúmeras atrocidades que cometeram com o tratado de assistência para o aniquilamento da Alemanha... (SILL, 111).

Enquanto a Polónia, imparável, avançava para a guerra contra a Alemanha, Stalin começou a concretizar os seus propósitos expansionistas. O jogo duplo de Stalin, no qual ele nunca renunciou à sua amizade para com Roosevelt, levou, em 23 de Agosto de 1939, à assinatura do pacto de não agressão entre a Alemanha e a União Soviética. Hitler não percebeu a inevitável armadilha em que caíra.

Quatro dias antes, Stalin declarara num encontro secreto:

“É do nosso interesse que rebente a guerra entre a Alemanha e o bloco anglo-francês. Para tal, é preciso assinar uma aliança com a Alemanha. Mediante a assinatura de um tratado com a Inglaterra, de certo que a Alemanha iniciaria a retirada perante a Polónia e não se realizaria a guerra que tanto desejamos.”

Kruchtchov lembrar-se-ia anos depois que, após a assinatura do tratado, Stalin dissera:

“Hitler pensa que é mais esperto do que eu, mas, na realidade, eu enganei-o.”

Após a assinatura do tratado de não agressão, Hitler imaginava ter as costas livres e poder acabar com as atrocidades dos polacos contra os alemães. Ele ordenou o ataque à Polónia para 26 de Agosto de 1939. Porém, o tratado de aliança anglo-polaca, de 25 de Agosto de 1939, fê-lo recuar. Hitler não queria uma guerra contra a Inglaterra, nem uma guerra mundial, se não, não teria mandado suspender o ataque à Polónia.

Mais uma vez Hitler tentou negociar com a Polónia, mas esta voltou a recusar-se. A Inglaterra declarou-se disposta a mediar a situação, mas aproveitou a sua proposta de mediação para finalmente empurrar a Polónia para a guerra contra a Alemanha. (SILL, 116).

Enquanto o ultimato de Hitler exigia a presença de um emissário até as 24 horas do dia 30 de Agosto de 1939, declarando, ao mesmo tempo, a sua disposição para negociações posteriores, e ia esperando em vão, a Polónia declarou a mobilização geral, em 30 de Agosto de 1939, e começou logo com incursões armadas em Danzig e vários outros territórios do Reich Alemão.

A 30 de Agosto de 1939, Burckhardt, alto-comissário da Sociedade das Nações responsável por Danzig, fugiu para a Prússia Oriental perante o ataque da Polónia. Se fossem os alemães a atacar, só teria necessitado fugir dois dias depois. Como é do conhecimento comum, a guerra do lado alemão só começou em 1 de Setembro de 1939.

A fuga do alto-comissário Burckhardt para a Prússia Oriental, ou seja, para a Alemanha e não para a Polónia, prova que a guerra não foi iniciada pela Alemanha, mas sim pela Polónia.

Há já vários dias que Danzig fora alvo dos ataques esporádicos dos polacos, enquanto a população, sentada em cima das suas malas, esperava ordens para evacuar, mediante os iminentes ataques aéreos da Polónia. A evacuação tornou-se desnecessária quando, na manhã do dia 1 de Setembro de 1939, a força aérea polaca foi surpreendida por bombardeiros alemães e praticamente destruída em terra.

Quando, em 31 de Agosto de 1939, por volta do meio-dia, Hitler foi informado de que o exército polaco tinha tomado de assalto certas partes de Danzig, que tinha feito explodir a ponte Weichsel junto de Dirschau, que tinha violado a fronteira alemã em vários sítios e tomado de assalto a emissora de Gleiwitz, deu ordens para atacarem a Polónia na manhã do dia 1 de Setembro de 1939. O que Hitler disse em relação ao dia 1 de Setembro, “Estamos a responder ao fogo polaco desde as 4 e 45 da manhã” era verdade. Além disso, naquela altura, a mobilização geral da Polónia era equivalente a uma declaração de guerra. Tratava-se de um contra-ataque consequente à provocação polaca.

Na manhã do dia 1 de Setembro de 1939, Hitler não tinha motivo para enganar o Mundo, ao dizer que estavam a responder ao fogo polaco. “Responder ao fogo” implica que outro disparou primeiro... (SILL, 117).

A mobilização geral da Polónia, em 30 de Agosto de 1939, transformou a constante ameaça de guerra da Polónia contra o Reich Alemão, desde a mobilização polaca, em 23 de Março de 1939, numa declaração de guerra concreta, algo que a invasão de Danzig pelo exército polaco e os ataques aos territórios alemães dois dias antes do dia 1 de Setembro de 1939 provam amplamente. Isto é confirmado pelo escritor SCHULTZE-RHONHOF (AH5).

Entretanto, em Varsóvia, reúnem o Ministro dos Negócios Estrangeiros Beck, o Ministro da Defesa Kasprzycki e o comandante-chefe das Forças Armadas Marechal Rydz-Smigly. O resultado foi: na questão de Danzig não se vai ceder, e a Polónia terá de resistir militarmente às exigências alemãs. Não seguiram o conselho dos ingleses de iniciarem negociações urgentes. À tarde, reuniu-se o Conselho de Ministros e decidiu tornar oficial a mobilização geral para a manhã do dia seguinte, ou seja, o dia 30 de Agosto. Tanto a Polónia como a Alemanha omitiram isto, até agora, devido ao efeito demonstrativo deste passo. (SCHULTZE-RHONHOF, 487)

O facto de, já naquela altura, a mobilização geral da Polónia, em 30 de Agosto de 1939, ter sido escondida aos media, isto é, segundo as ordens vindas DE CIMA (democracia!), é muito bem descrito por SCHULTZE-RHONHOF (AH5).

Já noite avançada, o governo inglês teve de se ocupar da Imprensa, de novo. Na sua edição da noite, o DAILY TELEGRAPH informou sobre a mediação do Governo de Londres entre Varsóvia e Berlim. Neste contexto, o jornal também mencionou que após recepção da proposta de negociações da Alemanha, o governo polaco ordenou a mobilização geral das Forças Armadas, em vez de aceitar a proposta. A edição da noite do DAILY TELEGRAPH é apreendida. Uma nova edição que surge como “edição de última hora” não menciona a mobilização geral na Polónia. Nesta difícil crise, nada deve levantar dúvidas aos leitores ingleses. (SCHULTZE-RHONHOF, 505)

No capítulo “A contribuição da Polónia para a eclosão da guerra” o escritor SCHULTZE-RHONHOF (AH5) confirma múltiplos actos ilegais e acções militares da Polónia contra quase todos os Estados vizinhos, contra tratados, contra o direito internacional, os direitos humanos, os direitos dos Estados (tratados políticos), tal como a declaração «Mobilização contra a Alemanha a partir de Março de 1939» (página 525): «A partir de Março de 1939, o preço que a Polónia exige por Danzig é a guerra. Esta é a primeira grande contribuição da Polónia para a eclosão da II Guerra Mundial...» (página 526).

250.000 alemães foram assassinados, 1.000.000 foi exilado e perdeu os seus bens, constantes ameaças bélicas à Alemanha, dupla mobilização contra a Alemanha, ocupação de Danzig e ataques aos territórios fronteiriços da Alemanha. São tudo crimes graves cometidos pela Polónia antes do pretenso início da guerra, a 1 de Setembro de 1939.

Qualquer pessoa normal interroga-se em que sono profundo de Bela Adormecida terá caído a maioria dos políticos, jornalistas e historiadores.

Notas e Indicações:
(AH1) “A Polónia enerva a Europa” Quadro 22. Junho de 2007,
http://www.bild.t-online.de/BTO/news/2007/06/22/eu-polen.html

(AH2) “A Polónia causa grandes danos” Rheinische Post 21. Junho de 2007,
http://www.rp-online.de/public/article/aktuelles/politik/ausland/451005

(AH3) “A Polónia exige que o número de mortos seja levado em conta – o Primeiro-Ministro Kaczynski fundamenta com isso o pedido de mais votos para o seu país” Berliner Morgenpost, 22 de Junho de 2007,
http://www.morgenpost.de/content/2007/06/22/politik/906702.html

(AH4) “Culpa histórica: A Polónia faz chantagem com a Alemanha” net-tribune 21 de Junho de 2007-06-29 http:www.net-tribune.de/article/210607-144.php

(AH5) SCHULTZE-RHONHOF, GERD, 1939 A guerra que teve muitos progenitores – O longo arranque para a II Guerra Mundial, Olzog Verlag GmbH München http://www.olzog.de, terceira edição 2005, 570 páginas, ISBN 3-7892-8117-4.
Entretanto, o livro já vai na 5ª edição segundo o website da editora: http://www.olzog.de/olzog/detail/isbn/978-3-7892-8188/oder_nr/8188
Registo a 22 de Junho de 2007:
Schultze-Rhonhof, Gerd
1939 – A guerra que teve muitos progenitores, 5ª edição
2005, Hardcover, 600 páginas, formato 17,0 x 24,0 cm, com inúmeras ilustrações
ISBN 978-3-7892-8188-4, EUR 34,–
O longo arranque para a II Guerra Mundial. Que é que levou a geração dos meus pais a seguir Adolf Hitler para uma nova guerra, apenas 20 anos após a I Guerra Mundial? A busca do autor de uma resposta leva a resultados inesperados. Documentos de Ministérios dos Negócios Estrangeiros, apontamentos e memórias de chefes de governo ingleses, franceses, italianos e americanos, de ministros, diplomatas e comandantes-chefes do exército que nela tomaram parte provam que a II Guerra Mundial foi tramada por uma série de Estados. Associações, às quais simplesmente não ligaram até então, tornaram-se claras. Segundo Schultze-Khonhof, «esta guerra tinha muitos progenitores». Na História da Alemanha, entre 1919 e 1939, muitas coisas não fazem sentido, se ignorarmos os acontecimentos passados noutros países. É frequente acção e reacção engrenarem estreitamente. Contudo, não foi apenas a história da época dos povos vizinhos que influenciou o início da guerra, mas os antecedentes comuns das partes belicosas também tiveram muito peso.
Quando numa entrevista perguntaram a Asher ben Nathan, Embaixador de Israel em Bona, quem iniciara a Guerra dos 6 Dias, em 1967, e quem disparara o primeiro tiro, ele respondeu: “É perfeitamente indiferente. O decisivo é o que antecedeu o primeiro tiro”. Quase toda a História tem a sua pré-história.
Gerd Schultze-Rhonhof serviu nas Forças Armadas federais, durante 37 anos, ultimamente como Major General e Comandante Territorial da Baixa Saxónia e Bremen. Em 1995, atraiu a atenção da Imprensa, quando criticou abertamente o Tribunal Constitucional federal devido à sua decisão de “Soldados são assassinos”.

(AH6) SILL, GERHARD, O importante era sobreviver...
Terceira edição, Eigenverlag Gerhard Sill 7000 Stuttgart 61, sem indicação de data (provavelmente fim de 1987 ou mais tarde).
Ainda é possível obter o livro através do índice geral de livros antigos http://www.zvab.de/ registo em 22 de Junho de 2007:

Sill, Gerhard, O importante era sobreviver...Um capítulo da História alemã – A Roménia no Verão de 1944; Der logische Kern Eigenverlag / Stuttgart sem indicação, 202 S. Pp. 8º.
O exemplar está algo escurecido, a encadernação ligeiramente gasta, de resto está em bom estado. Terceira edição, Língua: alemão. Artikel-Nr. 51353
Foram encontrados mais 143 registos no catálogo História Militar da Guerra na Guthschrift Versandantiquariat, Alemanha
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Lido: 13074

  Comentários (1)
1. Escrito por Luiz Carlos Figueiredo., em 18-07-2013 07:50
Sou professor de História, tenho 63 anos e desde os meus 16 estudo esse tema. A palestra do General explica toda a verdade dos fatos, sem sensacionalismo, simplesmente expondo com naturalidade e sinceridade os fatos há muito tempo distorcidos da História alemã. Pena que seu livro nunca irá sair no Brasil. Parabéns ao General.

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