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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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O Processo de Jesus
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Por Ursula Haverbeck

Fonte LUSO Nº 505

Em tempo de Páscoa — que dura até ao Pentecostes — foram e são sempre executadas duas das mais significativas obras de um dos nossos maiores compositores: a Paixão segundo S. Mateus e a Paixão segundo S. João, de Johann Sebastian Bach.

Este ano, na Sexta-Feira Santa foi executada uma versão da Paixão de S. João na Catedral imperial de Koenigslutter. Esta catedral, demasiado grande para esta pequena e sonhadora cidadezinha da região de Elm, foi mandada construir pelo Imperador Lothar III, no século XII. Durante 45 anos manteve-se na vizinhança imediata da passagem fronteiriça interior alemã de Helmstedt.

No âmago desta comovente composição musical está um processo, o processo de Jesus. Trata-se bem de um dos mais antigos processos políticos, que nos foi transmitido com todos os seus pormenores, e lembra fatalmente a vida actual.

Consideramos sempre que os acusadores foram os Judeus, sempre no plural, através dos seus altos sacerdotes e escribas. Assim diz o Evangelho: Por isso juntaram-se os pontífices e os fariseus em conselho, e diziam: «Que fazemos nós? Este homem faz muitos milagres. Se o deixarmos assim, crerão todos nele; e virão os Romanos, e destruirão a nossa cidade e a nossa nação». Mas um deles, chamado Caifás, que era o pontífice daquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada, nem considerais que vos convém que morra um homem pelo povo, para que não pereça esta nação.» (S. João, 11:47.50).

Este perecimento constava em que eles todos aceitariam a nova crença, pois Ele agia convincentemente.

Depois temos o acusado, o Galileu[1], no qual o Deus dos seres humanos se manifestara. Esta era a verdade que Ele anunciava, o que aos olhos dos fariseus e dos escribas era um crime. “Não é por causa de nenhuma obra boa que te apedrejamos, mas pela blasfémia, e porque tu, sendo homem, te fazes Deus.” (S. João, 10:33)

Porque o acusado exprime de si mesmo uma verdade que é perigosa para os poderosos, Ele é perseguido e apresentado perante o tribunal.

Aí, diante do Tribunal, temos a terceira parte, o juiz, sob a forma do governador romano Pôncio Pilatos. Este não encontra nenhuma falta n’Ele e quer deixá-Lo ir embora, mas por três vezes os Judeus a isso se opõem. Eles preferiam poder cometer um assassínio legalmente: «crucifica-o», e por fim: «Nós temos uma lei, e segundo essa lei Ele deve morrer».

Esta frase, dramaticamente salientada por Bach, «Nós temos uma lei», não se pode esquecer e vem-me sempre à ideia, logo que se fala dos processos jurídicos de acordo com o parágrafo §130 do regulamento a respeito de agitação política popular. Quando os Judeus finalmente lembram a Pilatos que incorreria no desagrado do seu senhor e Imperador, se não mandasse crucificar Aquele que se dizia Rei e Deus, Pilatos entregou o Acusado aos servos da guerra.

Pilatos consente por medo da sua carreira: «Porque amaram  mais a estima dos homens do que a glória de Deus», diz S. João, 12:43.

As linhas básicas deste processo são as mesmas em todos os quatro Evangelhos. Quando se estudam bem, então desaparece o traço de união em “cristão-judaico”[2].

Durante 1900 anos os Cristãos souberam disto, e, certamente, em todas as suas confissões. Só há cerca de 50 anos se mudou este modo de ver. Isso teve lugar na Judiaria  segundo o seu plano de restabelecimento duma pátria. Não é outra coisa senão a renúncia do Cristianismo. Os Cristãos judaízam-se, diz já o jovem Marx no seu  artigo A questão judaica. E pelo nosso presente fala Israel Shamir, a este respeito, do mesmo modo, numa linguagem muito clara. Ele chama judaico-cristãos, com hífen, aos escritores cristãos sionistas e conta entre eles os actuais políticos da Alemanha, que fazem aliança com os Sionistas contra os Palestinos, muitos dos quais são cristãos.

Para os judeus ou israelitas sionistas, Jesus é causa de horror e aversão. Chamam-Lhe Jeschu, o que significa “que seu nome apodreça”, e ao Evangelho “livro dos pecados”.

«No ano de 2000 publicou Yedioth Aharoth, o maior jornal israelita de boulevard, o anti-evangelho judaico “Toledoth Eshu”, que se compôs na Idade Média, e agora apareceu como nova edição — a terceira pouco tempo depois —, e ainda a reprodução num jornal. Enquanto que o Evangelho é o Livro do Amor, o “Toledoth” é o livro do ódio a Cristo. O herói do livro é Judas. Ele captura Jesus, cuja pureza macula. Para o “Toledoh”, por consequência, a conceição de Cristo foi um pecado, e os milagres que Ele realizou foram feitiçarias e a Sua Ressurreição foi apenas um “truque”.» (Israel Shamir, “Flores da Galiléia” — ler também o comentário literário a seguir).

Também pouco mudou a respeito dos judeus, que hoje se apresentam como sionistas, a respeito do seu ódio a Cristo, cuja crucifixão eles exigiram a Pilatos. Assim, no nosso país, como diz Shamir, não é de admirar que os “sionistas cristãos” que detêm o poder sigam  o mesmo exemplo do processo de Jesus nos actuais processos políticos.

Apenas uma diferença é notória: Nenhum governador romano hoje em dia é juiz, e juiz e acusador (os procuradores de estado) estão cada vez mais do mesmo lado.

Nós, Alemães, devíamos há muito ter compreendido — nós,  os Cristãos alemães — , onde encontrar  aliados, e onde repelir o ódio implacável.

Comentário literário:

Flores da Galiléia

Um livro excepcional de um excepcional editor. O autor, Israel Shamir, nasceu em Novossibirsk filho de pais judeus. Com a idade de 22 anos veio para Israel, e aí serviu numa unidade de pára-quedistas e lutou na guerra do Yom Kippur em 1973. Traduziu o Talmud, James Joyce, Homero e outros clássicos para a língua russa.

Como jornalista trabalhou para uma rádio israelita assim como para uma série de jornais de Israel, Rússia e Japão.

Israel Shamir pertence ao número dos mais proeminentes representantes do conceito de um estado comum de judeus e palestinos[3].

Começou a escrever em língua inglesa só quando, em Janeiro de 2001, o ataque israelita aos Palestinos o forçou a imiscuir-se na política.

Em prefácio, Shamir começa com uma «declaração de amor aos meus leitores de língua alemã da Terra Santa da Palestina». Ele descreve como para aqui trouxeram «o célebre amor alemão pelo trabalho». «Eles construíram moinhos e oficinas, trataram os nativos palestinos nos seus hospitais e foram simpáticos para os seus vizinhos».

Eis a sua conclusão:

«Os Alemães não assimilaram a lição mais importante da Guerra Mundial: os Judeus e os não-Judeus — sejam eles alemães, polacos ou palestinos — devem tratar-se todos como iguais. Não há qualquer justificação para continuarem a pagar a Israel biliões de dólares em compensação por propriedade sequestrada, ao mesmo tempo que Israel não paga um só centavo pelas propriedades sequestradas por eles a alemães ou palestinos».

Porém, primeiro que tudo, Shamir mostra em muitos exemplos a beleza desta paisagem histórica tão significativa com monumentos antiquíssimos, e, em contraste, a sua contínua destruição feita pelos Sionistas, e ao mesmo tempo o sofrimento dos Palestinos.

É claro que, aos muitos turistas que viajam até Israel, estas perturbantes imagens não são mostradas.

Um exemplo tirado entre outros deste livro verdadeiramente cheio de significado:

«Quando nós nos aproximámos das pastagens de ovelhas, esbarrámos com o Muro. Ele cortava através da meiga região em volta de Belém como um colossal devorador em que a natureza desaparecia como doces de alteia. Dúzias de escavadoras rasgavam as colinas, desenraizavam figueiras e vinhas, e arrancavam blocos de pedra, como se quisessem fazer uma “Margarita on the rocks”.Destruíam casas de lavradores e torres da Idade Média e desnudavam as encostas, sobre as quais vagueou a Virgem. O traçado do Muro parecia-se com a construção de uma auto-estrada de quatro vias. De ambos os lados, o muro foi flanqueado por vedações de arame farpado com seis metros de altura, que por cima terminavam num fio de alta tensão, só interrompidas por máquinas fotográficas, lugares de atiradores e alguns portões. Era a melhor cerca prisional que jamais vi, e tinha as casas rurais tão agarradas a si como um dançarino de tango embriagado agarraria a sua dama.

»Os camponeses olhavam através do arame farpado para as suas oliveiras, que como sempre ali estiveram, como sempre florindo na sua modéstia, e contudo deles separadas, e para eles já inatingíveis. Os camponeses estavam por trás daquele muro presos como numa penitenciária.»

Este livro torna compreensível, que os Palestinos nunca poderão reconhecer um Estado de Israel. Os Israelitas, eles próprios, tornaram tal impossível, como o próprio Shamir afirma.

Israel Shamir não é o único critico judeu deste Estado sionista de Israel, e durante todo o livro nos perguntámos, como é que estes homens, que reconhecem a injustiça que se faz aos Palestinos, não intervêm, e nem tentam sequer protegê-los contra os soldados e os colonos; e por que razão não alteram eles a política de Israel?

Eles devem ser muito poucos. A grande maioria considera-se evidentemente como os legítimos proprietários desta terra a eles dada por Deus, e acredita, além disso, que o mandamento “Não matarás” se aplica apenas aos judeus.

LUSO: Este artigo de Ursula Haverbeck não constitui para nós uma notícia nova, e, contudo, é sempre uma notícia que convém repetir, para que a Verdade a pouco e pouco alcance os mais duros de coração ou de “comprendónio”, como diriam os italianos.

Realcemos a ideia, a verdade aliás, de que os “cristãos”, assim chamados, se estão a judaizar. O amor do próximo é substituído pelo amor do dinheiro. O Deus do amor e da Bondade é substituído pelo diabólico Mamon.

O processo de Jesus, de que nos fala Ursula Haverbeck, repete-se dois mil anos depois, e a humanidade judaíza-se pelo poder de Mamon, servido pelos senhores da guerra nuclear e pelos banqueiros multimilionários.

Mas o pior é que o nosso país, Portugal, que foi talvez o mais cristóforo de toda a Europa, havia séculos convertida aos ensinamentos de Jesus, está também se judaizando. O governo só pensa no Dinheiro, a população, em grande parte, ou talvez na maioria, só pensa no Dinheiro. E o paganismo propaga-se como se fosse a maneira mais lúcida e mais legítima de viver. O fim da “democracia” é enriquecer, mas empobrecemos. O fim do “dinheiro” é viver feliz, mas cada vez mais somos infelizes. Começa-nos a faltar a essência, a alma, o espírito, a cultura e a verdadeira religião.

O Processo de Jesus não é retórica, mas uma realidade actuante, em que não vemos, nem parecemos sentir, que Jesus está entre nós a ser novamente crucificado pelos “judeus”, e se pretende instalar para sempre um mundo de injustiça, mentira e sofrimento e morte violenta.

Ressurge, Jesus, Filho de Deus!

Nota GRIFO: A autora deste artigo, senhora com cerca de oitenta anos, foi recentemente ordenada em tribunal, por um juiz alemão federal, a declarar que acreditava no “ holocausto” visto a lei alemã a isso obriga. A senhora não se vergou! Foi então sentenciada a uma pena pecuniária. A senhora não a aceitou e apresentou recurso à sentença!



[1] Já há muito venho dizendo que Jesus Nazareno não era judeu, mas Galileu. Esta é também, pelo que se lê, a opinião de Ursula Haverbeck. E Jesus identifica-se com os Palestinos, hoje barbaramente tratados pelo Fariseus e Escribas modernos. LUSO

[2] Um conceito falso que parece ter vindo a ganhar terreno entre os bem pensantes, mas que não tem consistência, porque há uma contradição profunda entre “Cristão” e “Judeu”, que não pode ser mascarada por um moderno conceito duma irreligiosa e falsa “tolerância democrática”. Na verdade, a expressão “judaico-cristão” é mais que uma mentira: é uma blasfémia. Tem dentro de si o desejo vão de destruir o Cristianismo. LUSO

[3] Um conceito que sempre o LUSO considerou o único capaz de resolver o problema do Médio Oriente. Será agora ainda pssível, sem uma aterradora guerra de destruição?


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