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"Toda a Verdade passa por três fases.
Primeiro, é ridicularizada.
Segundo, é violentamente atacada.
Terceiro, é aceite como evidente"
Schopenhauer

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Juventude sem Ideais?
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Por Rainer Daehnhardt

O primeiro dia de demonstrações públicas contra a globalização causou, no Norte da Alemanha, 433 feridos entre os polícias e 520 entre os manifestantes. Tanto de um lado como do outro houve dezenas de feridos graves.

Quem é que está interessado em instalar o caos na Europa Central? As mais de dez mil viaturas incendiadas por jovens em cidades francesas deram que pensar. Agora, os distúrbios na RFA, que já tomam um cariz de pré-guerra-civil, reforçam a necessidade de tanto "educadores encartados" como os pais se perguntarem onde foi que erraram. A grande maioria dos causadores destas situações deploráveis é jovem.

Ouvi-los a falar até arrepia! Parece que estão carregados de ódio por fora e "cheios de vazio" por dentro. Já não há ideais a favor das quais se empenhem! Não há futuro que tentem construir! Não há sequer acordo entre eles em relação ao que desejam. Parece que a única mola real que os une e leva a agir é o ódio acumulado contra o que chamam "o sistema", nem sabendo especificar bem o que assim classificam.

Não há muitas décadas atrás, os jovens ainda se sacrificavam a favor de ideais, de cariz humanitário, religioso ou nacional. Cada jovem tinha algumas figuras que o impressionavam, cuja sombra queriam seguir, para encontrar o seu próprio caminho e poder cumprir a sua razão de existência. No topo das vidas ideais estavam então Jesus Cristo, Martinho Lutero ou o Dr. Albert Schweitzer. Hoje, através da lavagem cerebral constante da televisão, surgem no topo, futebolistas, astros de cinema ou cantores de música, muitos dos quais seguidores de cultos satânicos e adeptos de drogas.

Agora deitaram tudo abaixo. Ter atitudes humanitárias é considerado uma fraqueza. Identificar-se com ideais religiosos é autoexcluir-se de uma sociedade nova, que se quer globalista e ateísta, indo até ao ponto de acusar qualquer expressão de fé como sendo "fanatismo", um subproduto do "terrorismo". Defender a família é ser "bota-de-elástico" ou não compreender os direitos individuais que cada membro da família tem. Rejeitam tudo o que seja reconhecimento de autoridade ou dever e vêem nela apenas um acesso a protecção e alimento. Lembrar-se de pertencer a um povo ou a uma cultura é considerado uma aberração de bairrismo retrógrado. Todos os que querem fazer parte do "comboio em movimento" já se devem ter apercebido de que são obrigados a abdicar da sua identidade nacional.

Até os falsos ideais da revolução francesa; "Liberté-egalité-fraternité", já não pegam. Gastaram-se!

O que pode uma juventude criada neste vazio de idealismos pretender da sua existência? Apenas a satisfação dos mais baixos instintos animalescos! Assim, enchem-se cabeças de droga, sexo, pornografia e de uma insaciável sede pelo dinheiro.

Este verdadeiro sangue de Mammon permite tudo, desculpa tudo e arrasta tudo para um pântano satânico, sem retorno!

Já não há aldeia remota que ainda não se tenha tornado numa espécie de Sodoma ou Gomorra.

O que vai cair em cima desta pobre gente, que, tudo assim o indica, nasceu em vão? Parece que não passarão de escravos contribuintes para a eternização de um inferno terrestre!

No entanto, algo está a correr mal para as "mentes insectóides" que tudo isto prepararam. Algo dentro dos jovens chegou ao limite de saturação. Já não é a cruzada contra a "esquerda" ou a "direita", a procura de sexo ou droga que consegue abafar o vapor interno acumulado! Muitos parecem rebentar! Alguns rebentam mesmo e acabam na sarjeta.

Outros, porém, empenham-se na busca dos antigos ideais. Lavam-se diariamente. Escovam os cabelos. Rejeitam os "ismos" políticos e encontram alegria ao se identificarem com suas raízes. Em total tolerância, juntam-se com jovens de outras origens e, passo a passo, preparam-se para cumprir as missões que lhes cabem. Assumem-nas com alegria na alma, rejeitando Mammon e seus servos. A esperança vive!


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