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Líbano: a cegueira da prepotência
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Por Rainer Daehnhardt

ImageQuando há 22 anos Israel entrou em Beirute, tornou-se necessário a intervenção de forças militares ocidentais para restabelecer a soberania do estado do Líbano. Foram então forças americanas e britânicas quem desembarcou nas costas da antiga Fenícia. No cenário actual, e depois de termos assistido há poucos meses a uma nova incursão israelita em território libanês, estranhamente ninguém sugeriu que algum destes dois países enviasse novamente as suas tropas. Em vez disso, outros, incluindo Portugal, apressaram-se em oferecer as suas.
Se os políticos responsáveis por estas decisões foram ou não avisados que nos recentes bombardeamentos israelitas ao sul do Líbano foram utilizadas munições de urânio empobrecido, só o futuro dirá.

Não há dúvida que desta vez as forças estabilizadoras vão encontrar terrenos contaminados com radioactividade, o que terá consequências dramáticas não "apenas" para os militares que regressarão doentes e para os seus familiares, como também para os políticos que ingenuamente os enviaram para aquele território.
A estes militares aguardam dois tipo de missões: 1) tentar evitar o rearmamento do Hezbollah e 2) limpar as zonas bombardeadas dos projécteis não rebentados. A primeira tarefa ocorre em vão por duas razões. O Hezbollah ainda possui tais quantidades de armamento no local que não necessita de rearmamento e como a fronteira terrestre para a Síria se mantém aberta e com a proibição das forças das Nações Unidas aí se colocarem, não existe travão algum para um eventual envio de mais armas no futuro. A segunda tarefa só devia ser feita por pessoal devidamente especializado e equipado. Enviar soldados sem protecção contra radiações é um crime e vai futuramente ser reconhecido como tal.
No meio de tudo isto, surgem as primeiras vozes qualificadas apontando o dedo acusador a quem estas bombas lançou. Em prepotência total, ordenam os barões dos média internacionais que estas notícias não sejam divulgadas porque seriam consideradas de "anti-semitismo".
Alguns dos países ocidentais que enviaram forças suas para ajudar à manutenção da paz na zona encontram-se agora numa situação delicada surgindo vozes internas a exigir que voltem para casa, que se anule a sua presença no Médio Oriente, tudo devido à demonstração do que se chama de prepotência israelita.
A liderança das forças de paz no Líbano está nas mãos dos franceses, que enviaram a sua melhor unidade de carros de combate pesados para a região. O estabelecimento de uma zona neutra entre o Líbano e Israel exige a não-presença de forças militares destas duas nações na área. Ausência de presença significa: nem em terra, nem no mar, nem no ar. Israel porém, vê de outra forma e recentemente enviou aviões seus para sobrevoarem a zona. Os franceses entraram em alarme e por pouco não dispararam sobre os caças israelitas. Estes afirmam que vão continuar a sobrevoar o Líbano porque necessitam saber o que ali se passa e em defesa do interesse do estado judaico não irão suspender estes voos. Entretanto, a oposição francesa que só agora foi informada da presença de munição radioactiva no Líbano, exige que as suas forças sejam retiradas.
Por seu lado,a República Federal Alemã enviou também uma esquadra para controlar as zonas costeiras, não permitindo nenhum desembarque dos seus soldados.A Força Aérea israelita sobrevoou esta esquadra com dois caças, tendo um deles disparado dois tiros. Tratou-se de um incidente grave mediante as tentativas de negação pelos políticos israelitas e a incapacidade política alemã em se colocar na defesa dos seus próprios militares.Tudo ferve entre a cegueira política de uns e a prepotência de outros.
Lido: 1806

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