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Que a Língua Portuguesa tem vindo a perder terreno no chamado “espaço lusófono”, é uma realidade. O que demorou cinco séculos a ser construído está a desaparecer mais depressa do que as análises mais pessimistas o previam. E isto tudo com a passividade da cooperação portuguesa, que continua a celebrar protocolos e parcerias cujos resultados – será que ninguém se apercebe? – servem apenas meia dúzia de interesses. O caso que a seguir apresentamos diz respeito a Timor-Leste, país da CPLP (que quer dizer Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e onde o actual primeiro-ministro (não-eleito) Ramos Horta nomeou como assessor de Imprensa um australiano, que não diz uma única palavra em português.
No que depende de Ramos Horta – e é muito – os australianos em breve tomarão conta de Timor-Leste. E tudo isto é feito com a conivência da chamada Cooperação Portuguesa que assiste, calma e passivamente, à “australianização” de um país onde Portugal devia marcar pontos. O exemplo mais mediático é o da substituição do assessor de Imprensa do actual primeiro-ministro. No anterior Governo, liderado por Mari Alkatiri, o português Rui Flores desempenhava o cargo com rara eficiência e disponibilidade. Com a chegada de Ramos Horta à chefia do Governo, na sequência de uma onda de violência provocada por jovens desordeiros supostamente mandatados por facções pró-australianas, Rui Flores foi forçado a abandonar o cargo, mais uma vez perante a passividade da cooperação portuguesa, para ser substituído pelo australiano Julian Swinstead. Ramos Horta tem todo o direito de escolher para a sua equipa quem muito bem entender. De qualquer modo, a manter-se essa política, qualquer dia teremos um ministro (que tal o do Petróleo?) também australiano. Por este andar, à Austrália só falta nomear para Timor-Leste um governador-geral e dizer, como o fizera a Indonésia antes da independência, que o país passou a ser sua província. É claro que Camberra nunca o fará, ou pelo menos não o fará tão cedo, porque é mais cómodo e barato manter Timor-Leste independente, mas ao mesmo tempo dependente da Austrália. O jornalista Orlando Castro, que segue com atenção as questões timorenses e que entrevistou várias vezes Ramos Horta, bem como Xanana Gusmão (entre outras personalidades do país) afirmou: “Ramos Horta está a fazer pela CPLP o que nenhum outro país membro teve a coragem de fazer. Isto é, dizer que a CPLP enquanto entidade se não está morta está em coma profundo”. Perante isto, vale a pena recordar o nosso saudoso Agostinho da Silva quando afirmava que fazia tanto ou mais pela nossa Língua e Cultura uma família portuguesa que no estrangeiro oferecia pastéis de bacalhau aos vizinhos, para provarem, do que as nossas políticas de cooperação engendradas pelos organismos oficiais. Fonte: Notícias Lusófonas e www.macua.org Lido: 1733
1. Não gosto da barba Escrito por Isa , em 10-01-2017 16:37 Não gosto da barba de três dias mas li que o homem foi um pioneiro dessa moda foi. Não gosto daquela rotatividade democrática: agora sou ministro agora sou presidente, parece que não sabe fazer mais nada... Toda esta actividade provoca dores de estômago e ele não terá sofrido pouco delas, sobretudo quando se tem de engolir um prémio Nobel da Paz para apoiar uma guerra no Iraque. Mas tenho de reconhecer que é de herói dizer que é uma honra ser derrotado pelos oponentes, mesmo que eles sejam heróis. Vamos ver que pedestal os amigos lhe arranjam. É que não é qualquer o plinto que lhe serve. |
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