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Afeganistão: O que faz a NATO no interior da Ásia?
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Por Rainer Daehnhardt

ImageParece ter caído no esquecimento a razão de ser da NATO (NORTH ATLANTIC TREATY ORGANISATION) que nasceu como pacto de defesa do ATLÂNTICO NORTE. Portugal sempre cooperou oferecendo gratuitamente a utilização das suas instalações nos Açores e em Portugal Continental. Até à queda do Muro de Berlim manteve-se a NATO no seu curso inicial, o da defesa dos países costeiros do Atlântico Norte e dos países da Europa ocidental e mediterrânica à organização ligadas.
O único desentendimento que Portugal teve com a NATO foi quando a RFA cedeu um grupo de aviões-caça Fiat usados a Portugal e o General Kaulza de Arriaga os utilizou na Guerra do Ultramar na defesa da Guiné Portuguesa. A NATO viu com maus olhos o emprego destes aviões a sul do equador dizendo que só os tinha cedido a Portugal para a DEFESA DO ATLÂNTICO NORTE. Portugal respondeu que os aceitou para a DEFESA DE PORTUGAL e que este país estendia-se desde da Ilha do Corvo, nos Açores, até à Gruta de Camões em Macau.

Será que o envio de militares portugueses de Cabul para Kandahar pode ser visto  como a apresentação tardia de uma conta por causa do emprego dos aviões Fiat na Guiné? A guerra, levada pelos americanos ao Afeganistão com a desculpa de procurarem Osama Bin Laden, um dos seus antigos colaboradores, só porque uns tablóides, sem prova alguma, o acusaram da desgraça do 11 de Setembro de 2001, é uma guerra inglória de desgaste que a longo prazo vai ser perdida pelo invasor. Os americanos nunca souberam aprender com a história, por mais jovem que fosse. Assim acabam por ser auto-condenados a repetir os erros recentes dos soviéticos que por sua vez repetiram os erros coloniais britânicos naquela mesma zona. 
Já Alexandre, o Grande, da Macedónia teve os seus problemas com os antepassados dos Afegãos. Gengis-Khan e tantos outros invasores também. Terras afegãs são e serão terras da sua própria gente. Quem simplesmente pega num mapa e ordena a sua ocupação para plantar ópio e construir condutas de petróleo e gás está condenado ao falhanço. E quem se alistar em os ajudar também.
Como foi possível os Estados Unidos da América colocarem o seu general que comandava o enclave de Guantanamo em Cuba, agora na sede da NATO, na Europa? Como conseguiram impingir a convicção de que um TRATADO DE DEFESA DO ATLÂNTICO NORTE teria que mandar tropas de combate para um país do interior da Ásia?
A NATO FOI DESVIADA !
A NATO que hoje vemos pouco ou nada tem de haver com a do século XX.
Será que alguém se está a servir das forças da NATO para não gastar as suas próprias porque precisa delas para uma outra guerra vindoura?
Parece ser o facto.

    Uma vez que Portugal levou um grande "puxão de orelhas" por ter empregue material de guerra cedido pela NATO no Atlântico Sul, tem agora o direito de chamar a atenção desta organização por estar a empregar forças fora da sua área. Nem o Líbano, nem o Afeganistão são zonas que dizem respeito à NATO.


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